Como ensinar crianças a cantar

Como já diz o velho ditado, “quem canta os males espanta”. A música está presente em todas as culturas e civilizações. Eu AMO cantar, e canto desde que me conheço por gente. Com cinco anos já subia no palco para cantar e conseguia dividir vozes com esta idade, acredite. Meu filho, Breno, também adora cantar e é bem afinado. Lindo, meu orgulho,rsrsrs.

Segue abaixo algumas dicas para o ensino de canto para os pequeninos:

cantar11. Comece cada lição com pequenos alongamentos e exercícios de postura. Não apenas isto é importante para ensinar a criança a cantar com boa postura, mas também a ensinará como participar da aula de canto, realizando tarefas simples para que possam ter sucesso. As crianças são cinestésicas e adoram realizar atividades físicas.

cantar2

2. Trabalhe numa técnica de respiração simples: ao inspirar, a barriga deve formar uma saliência. Ao expirar, ela deve se contrair. Os ombros e o peito não devem subir nem cair. Você pode trabalhar nisto com eles de pé, ou deitados, com um livro na barriga. Então, pratique assobios, zumbidos, sussurros e então, o canto “Ah”, preparando-os com uma inspiração profunda e os suportando com a barriga. Foque para que eles façam sons uniformes mesmo ao exalar, que não arranhem ou parem bruscamente.

cantar3

3. Introduza os registros. Treine longas “sirenes” glissando, aumentando até o registro superior (também chamado de falsete) para notas altas, ao invés de sobrecarregar a voz. A voz alta deles provavelmente será fraca de início, mas insista no uso dela, e como passar do tempo, ela ficará mais forte e desenvolvida. As crianças devem aprender a reconhecer a sensação de vibração dentro de suas bocas e no peito para notas baixas, e em suas cabeças para notas altas.

4.Comece o treinamento do ouvido. Ensine-os a igualarem o tom e depois a cantarem os passos mais altos e mais baixos. Comece fazendo com que cantem “ah” e que combinem seu tom com o do piano. Depois, explore alguns passos para cima e para baixo. Já que muitas crianças não entendem imediatamente o conceito de aumentar e diminuir o tom, você poderá demonstrar a elas subindo e descendo sua mão. Seja paciente se elas não entenderem de imediato, pois em breve, elas irão.

cantar4

5. Ensine as escalas. Comece a praticar 3 a 5 notas maiores, utilizando as sílabas de solfejo: Do Re Mi Fa Sol. Transponha a nota inicial para cima e para baixo com “meio-passo” de cada vez, até que consigam segurar o tom. Ao progredirem, tente a escala completa (Do Re Mi Fa Sol La Si Do).

cantar6

6. Ensine os intervalos. Comece a trabalhar nos intervalos maiores/perfeitos, começando com segundos e progredindo às oitavas. Sempre use as sílabas de solfejo.

7. Comece a trabalhar as vogais. Certifique-se que a criança cante cada vogal com o formato apropriado da boca. Veja se elas abrem suficientemente a boca para o “Ah” e o “Oh” e de forma redonda para o “Oh” e “Oo”.

8. Trabalhe num tom focado de garganta aberta. Dê as instruções para que as crianças “cantem enquanto bocejam”, mas com a língua plana atrás dos dentes inferiores. Trabalhe no tom e peça para que foquem na vibração do palato. Isso é especialmente eficaz quando fizer com que eles sussurrem e depois pedindo para que maximizem a vibração no palato. Tons do registro superior irão vibrar o palato, a cabeça e até acima dela quando forem altas o suficiente.

9. Comecem a aprender canções. Treine a leitura cantando em solfejo, primeiramente, enquanto observam o contorno das notas. Comece a ensinar a leitura para as crianças dessa maneira. Depois, faça com que segurem os sons vogais no comprimento das notas (ao invés de soltarem rapidamente, como numa conversa) e a cantar com vogais puras.

cantar9

10. Dê oportunidades de performance. Aprender a se apresentar é uma das experiências indispensáveis ao treinar a voz das crianças. Promova performances informais, fazendo com que a criança cante um música inteira, de frente para você. Encoraje os estudantes a cantar para seus pais e amigos, se estiverem confortáveis e dispostas a isto. Por fim, promova um recital a cada 6 meses aproximadamente, para que as crianças preparem 1-3 músicas para se apresentarem para os familiares e outros estudantes.

Dicas

  • Lembre-se que as crianças, especialmente as mais jovens, aprendem mais pela prática do que pela teoria. Um bom modelo para seguir ao ensinar algo novo a eles é demonstrando, e depois mostrando como se deve fazer isto (em pequenos passos, se for mais complicado), e então permitindo que elas tentem até acertarem, fazendo com que repitam quantas vezes elas quiserem. Quando elas cansarem, passe para outra lição e retorne para uma nova atividade um pouco depois. Lembre-se, as crianças aprendem pela repetição, portanto, dê oportunidades para que elas pratiquem estas novas habilidades!
  • As crianças irão aprender músicas muito mais rápido e vão se divertir se gestos forem adicionados com as palavras da música. Lembre-se, elas são muito cinestésicas e adoram se mexer!
  • Não é necessário ser rigoroso com as crianças. Se fizer isto, elas não vão prestar atenção às lições.
  • As aulas de canto devem ser divertidas, para que o estudante tenha sucesso. Talvez exceto pelas primeiras aulas, sempre passe um terço da aula cantando músicas divertidas, que as crianças gostam. Volte constantemente às músicas antigas, pois você dará a oportunidade para que elas mostrem suas habilidades.
  • As crianças não possuem períodos de atenção muito grande. Faça atividades divertidas e curtas, com boas transições para a próxima, mantendo-as interessadas. As crianças são criaturinhas divertidas e felizes, que são atraídas por pessoas e atividades também divertidas. Abundância de entusiasmo também é eficaz.

Avisos

  • Desde que um professor possua expectativas realistas para a voz da criança, existe pouco perigo em causar danos a ela. As vozes das crianças nunca devem ser comparadas com a dos adultos. Elas não conseguem cantar tão alto, por tanto tempo ou com o alcance de adultos ou até adolescentes. De fato, as aulas de canto para uma criança que adora cantar irá proteger sua voz, ensinando a ela como (e o que) cantar para não danificá-la. A coisa mais perigosa que uma criança pode fazer é levar as notas altas ao extremo, no peito ou na voz. Por volta de “C” ou “meio C” (pode ser mais baixo em crianças mais velhas), elas deverão mudar para uma voz mais macia, na cabeça. Esta voz será, de início, mais quieta e pela respiração, mas a persistência fará com que ela se fortifique, focando numa voz mais forte. Não existe nenhum perigo em explorar as notas altas de uma criança (e elas podem dar gritos agudos bem altos!) se usarem os registros da maneira certa. Se a voz da criança ficar rouca, faça com que PAREM DE CANTAR pelo dia, para que descansem a voz.

Materiais Necessários

  • Livro com lições de canto e exercícios para treino do ouvido e da técnica.
  • Livro com canções infantis.
  • Livro para praticar a entonação.

 

Referência

http://pt.wikihow.com/Ensinar-Crian%C3%A7as-a-Cantar

Encontro DIR/Floortime

10505548_786647511357587_1331079171280001834_n

Crianças que têm aulas de música ampliam funções cognitivas para sempre

Estudo mostra de que forma as lições com instrumentos moldam cérebro dos mais jovens

<br />
Jovem da Favela da Maré, no Rio, toca violino: música amplia funções cognitivas<br />
Foto: Laura Marques” /><br />
<figcaption>Jovem da Favela da Maré, no Rio, toca violino: música amplia funções cognitivas – <b>Laura Marques</b></figcaption></figure>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class=

RIO – Uma das características típicas dos seres humanos — dentre aquelas que nos diferenciam dos demais animais — é a nossa capacidade praticamente única na natureza de criar, tocar e apreciar música. Dos esquimós, no Ártico, passando por habitantes dos desertos africanos, até tribos indígenas no meio da floresta Amazônica, homens são capazes de compor, tocar, cantar e dançar (bem, quase todos, pelo menos). Mas, como costuma dizer o neurocientista Oliver Sacks (autor de “Alucinações musicais”), a música não é apenas uma forma pela qual nos conectamos e criamos laços. Ela, literalmente, molda os nossos cérebros. Um novo estudo divulgado ontem não só reforça a máxima de Sacks como constata que a música é também capaz de aprimorar as nossas funções cognitivas.

De acordo com o novo trabalho, crianças que recebem aulas de música regularmente ampliam suas capacidades cerebrais pelo resto de sua vida adulta. A pesquisa publicada na “PLOS One” mostrou que crianças que recebem aulas particulares de música por pelo menos dois anos revelam maior atividade cerebral nas áreas associadas às suas funções executivas — ou seja, os processos cognitivos que permitem aos seres humanos processar e reter informações, resolver problemas e regular comportamentos.

— Como o funcionamento executivo do cérebro é um forte indicador das conquistas acadêmicas que as pessoas podem vir a ter (mais ainda que o tradicional QI), acreditamos que nossas descobertas têm implicações educacionais importantes — afirmou a principal autora do estudo, Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva do Hospital Infantil de Boston (EUA). — Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando mais tempo e dinheiro em testes preparatórios, nossas descobertas sugerem que o aprendizado musical pode, de fato, ajudar as crianças a alcançarem metas acadêmicas mais ambiciosas.

Atividade cerebral cresce

O novo estudo comparou 15 crianças de 9 a 12 anos que tinham aula de música a um grupo de 12, da mesma idade, sem nenhum treinamento. Além disso, foram estudados dois grupos de adultos, divididos entre músicos e não músicos. Os pesquisadores observaram diversos fatores demográficos, como educação, status profissional e QI e descobriram que as funções cognitivas (medidas por uma bateria de testes) e a atividade cerebral (registrada por meio de imagens de ressonância magnética funcional) eram melhores tanto em adultos quanto em crianças que tocavam algum instrumento.

— O estudo dos efeitos da música no cérebro já tem mais de dez anos, mas poucos grupos se dedicam a ele — constata o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, no Rio de Janeiro. — É difícil saber por que os padrões sonoros são tão engajantes, já que não dependemos da música para sobreviver. Mas há várias evidências de que a música modula fortemente o aprendizado, estimulando a capacidade cognitiva e a relação interpessoal. A percepção de um ritmo influencia o sistema de atenção, induz ao movimento e otimiza o metabolismo e a performance física.

A explicação, segundo Oliver Sacks, um dos maiores especialistas mundiais no tema, está no fato de a música ser uma linguagem tão poderosa quanto a da comunicação verbal: “A atividade musical envolve várias funções do cérebro (emocional, motora e cognitiva), muito mais do que as que usamos para o outro grande feito humano, a linguagem. Por isso, a música é uma forma tão eficaz de nos lembrarmos e de aprender. Não é por acaso que ensinamos às crianças pequenas com rimas e músicas.”

A mesma percepção tem a professora e doutora em Educação Andrea Ramal, autora de diversos livros sobre aprendizado.

— Aulas de música ajudam no aprendizado da criança ao longo da vida por diversas razões. Tanto assim que a música se tornou disciplina obrigatória nas escolas — constatou Andrea. — Além disso, a participação num conjunto musical desenvolve a disciplina na criança, a capacidade de trabalhar em grupo e outras competências que serão necessárias até no mercado de trabalho. Também trabalha habilidades motoras e aumenta a concentração, que é essencial para o aprendizado.

Mais música, menos erros

O novo trabalho vem se somar a um grupo cada vez maior de estudos que revelam a importante relação entre música e cérebro. Uma pesquisa divulgada em novembro do ano passado, por exemplo, revelara que os adultos que tocaram instrumentos quando eram crianças (mas não tocavam há décadas) tinha respostas cerebrais mais ágeis. Outro estudo, de setembro de 2013, mostrou que indivíduos que sabiam tocar um instrumento também eram capazes de detectar erros de forma mais rápida e acurada do que os não músicos.

Um dos mais importantes trabalhos sobre o tema foi publicado também na “PLoS ONE”, em fevereiro de 2008. Nele, cientistas da Johns Hopkins revelaram que, quando músicos de jazz tocam de improviso (uma característica frequente desse tipo de música), seus cérebros “desligam” áreas ligadas à autocensura e à inibição e ativam aquelas que deixam fluir a autoexpressão. Ou seja, ao desligarem a inibição, eles davam espaço à criatividade e acabavam conseguindo tocar uma música inédita.

Por todas essas características, especialistas acreditam que a música possa servir também como mecanismo terapêutico. Como cita o próprio Oliver Sacks, “a música penetra tão profundamente em nosso sistema nervoso que, mesmo em pessoas que sofrem de devastadoras doenças neurológicas, ela é, comumente, a última coisa que perdem.”

— Nossos resultados têm implicações também para crianças e adultos que lutam com problemas nessas funções do cérebro, como hiperatividade ou demência — afirmou Nadine. — Novos estudos determinarão se a música pode ser usada como ferramenta de intervenção terapêutica.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/criancas-que-tem-aulas-de-musica-ampliam-funcoes-cognitivas-para-sempre-12921667#ixzz35bo7vuCt

Formação musical precoce aumenta desenvolvimento cerebral

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

A aprendizagem de um instrumento musical antes dos sete anos de idade aumenta significativamente o desenvolvimento cerebral revela um estudo publicado “Journal of Neuroscience”.
O estudo conduzido pelos investigadores da Concordia University, nos EUA, demonstrou que a aprendizagem de um instrumento, durante os seis e os sete anos de idade, tem efeitos benéficos no desenvolvimento do cérebro e produz alterações duradouras nas capacidades motoras e na estrutura cerebral. “ A aprendizagem de um instrumento requer a coordenação das mãos e de um estímulo visual ou aditivo. A prática de um instrumento antes dos sete anos aumenta, provavelmente, a normal maturação das ligações entre regiões motoras e sensoriais do cérebro”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Virginia Penhune.
De forma a chegar a estas conclusões, os investigadores submeteram 36 músicos a uma tarefa de movimento tendo posteriormente realizado ressonâncias magnéticas aos seus cérebros. Metade dos participantes tinham iniciado a sua formação musical antes do sete anos, enquanto a outra metade começou mais tarde. No entanto, todos os participantes tinham os mesmos anos de experiência. Estes dois grupos de músicos foram também comparados com indivíduos que tinham tido pouca ou nenhuma formação musical.
Quando os investigadores compararam as capacidades motoras dos dois grupos de participantes verificaram que os músicos que começaram a aprender mais cedo eram mais precisos. Relativamente à estrutura do cérebro, o estudo apurou que os músicos que começaram a ter formação musical precoce apresentavam um aumento numa zona específica da substância branca que é constituída por fibras nervosas que ligam as regiões motoras esquerda e direita do cérebro. Quanto mais cedo a formação musical era iniciada maior era a ligação entre as duas regiões.
As ressonâncias magnéticas mostraram que não havia diferenças entre os indivíduos que não tinham aprendido música e os que tinham iniciado a sua formação numa idade mais tardia. Estes resultados sugerem que o desenvolvimento cerebral ocorre precocemente ou então não ocorre de todo.
“Este estudo é importante na medida em que demonstra que a aprendizagem de um instrumento musical é mais eficaz em idades precoces, porque existem determinados aspetos da anatomia do cérebro que são mais sensíveis a alterações nestas idades”, explicou, o coautor do estudo, Robert J. Zatorre.
“Verificámos que os músicos que iniciam a formação precocemente apresentam algumas capacidades específicas e alterações no cérebro. Contudo, isto não faz deles, necessariamente, melhores músicos. O desempenho musical é uma capacidade, mas também envolve comunicação, entusiasmo, estilo e outras tantas coisas que não se medem. Assim, iniciar a aprendizagem musical precocemente pode ajudar à genialidade de um músico, mas não faz dele um génio”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte: http://www.alert-online.com/br/news/health-portal/formacao-musical-precoce-aumenta-desenvolvimento-cerebral

Dicas para pais: musicalizando crianças transtornos

Escrito por:  Michele Senra

Olá, este post traz algumas dicas para mamães e papais interagirem com seus filhos através da música. As atividades podem ser aplicadas com crianças típicas também. Estimulação musical é importante para o desenvolvimento humano em geral. A música pode ajudar seus filhos de diversas formas:

DSC00717

  • Regulação emocional (lembre-se, a música  é percebida pelo tálamo, responsável pelas emoções, sensações e sentimentos)
  • Pensar e sequenciar eventos
  • Compreender e utilizar linguagem (ex: quando você canta: “palma, palma, palma, pé, pé, pé….”. você usa a ação junto com a canção, o que ajuda a criança ter uma melhor compreensão da palavra que está sendo entoada).
  • Desenvolvimento motor
  • Desenvolver a auto-estima
  • Interagir socialmente

Use música no ambiente:

  • Coloque uma música durante o jantar com sua família para ajudar o sistema digestivo do seu filho, porque o nervo auditivo termina na língua.
  • Selecione músicas para criar rotinas durante o dia, pois pode ajudar seu filho a participar de atividades voluntariamente quando ouvi-las. Por exemplo: em escolas é muito comum o uso de músicas para formar filas, lanche, etc. Músicas são mais facilmente gravadas no cérebro, e portanto muito mais fácil de decorar certas regras. Muitos cursinhos preparatórios passaram a adotar a prática de música para memorização de lições.
  • Músicas calmas e tranquilas para momentos de relaxamento podem ajudar seu filho a se regular, e ajuda no bom sono.

Música para ensinar novas habilidades

  • Você pode usar música para ensinar habilidade de sequenciamento.
  • As canções ensinam a criança a aprender as categorias de linguagem. EX: a canção “O velho Mc Donalds”. Outra dica é usar um suporte visual seja figuras dos animais, ou fantoches, ou bichinhos de vinil.

Música e movimento

  • Use músicas com movimento para ajudar seu filho a melhorar a atenção, habilidades motoras e engajamento.Ex: Serra, serra, serrador… (Folclore popular)Ex: O Poc poc da pipoca pipocando (CD Conversa de Bicho)

DSC00713

 

Até breve com mais dicas. Espero que gostem!

 

A fala de pessoas com autismo pode ser estimulada pelo sistema vestibular e ritmo musical

Achei um artigo, da famosa autista Temple Grandin, onde ela fala sobre questões sensoriais que a afetam, e como atividades de balanço e ritmo podem contribuir para a aquisição de linguagem de crianças com autismo.

Confira alguns trechos, para acessar o texto completo é só baixar o arquivo no final da postagem.

 UMA VISÃO INTERIOR DO AUTISMO

              INTRODUÇÃO

Eu tenho 44 anos de idade e sou uma mulher autista com uma carreira internacional bem sucedida. Meu trabalho é projetar equipamento para animais (especialmente gado) de fazendas. Completei meu Ph.D em ciências animais na Universidade Estadual do Colorado. Foi a intervenção precoce iniciada aos 2 anos e meio de idade que me ajudou a superar minha deficiência.

Neste capítulo falarei sobre a frustração que senti por não ser capaz de falar e sobre meus problemas sensoriais. Meus sentidos são super sensíveis ao barulho e ao toque. O barulho, especialmente quando é bem alto, dói meus ouvidos, e eu evito ser tocada para não ter que sentir aquela sensação opressiva.

Eu construí uma máquina de compressão que ajudou muito a acalmar meus nervos e a tolerar mais o toque. Na época da puberdade, comecei a ter horríveis ataques de nervos e de ansiedade. Eles foram ficando piores com o passar do tempo. Medicamentos antidepressivos aliviavam a ansiedade. Na última parte do capítulo abordo como direcionei minhas fixações em atividades construtivas e a uma carreira. A importância de um mentor é fundamental. Minhas habilidades e deficiências serão cobertas em detalhes nesta reportagem. Todo o meu pensamento é visual, como se fossem fitas de vídeos passando na minha imaginação. Até mesmo conceitos mais abstratos como “se dar bem com outras pessoas” são visualizados através do uso da imagem de uma porta.

A FALTA DA FALA

Não ser capaz de falar era uma completa frustração. Se os adultos falassem diretamente comigo eu podia entender tudo o que eles me falavam, mas eu não conseguia colocar as palavras para fora. Era como se fosse um balbucio ou uma grande gagueira. Se eu era colocada numa situação de leve “stress”, as palavras às vezes superavam a barreira e conseguiam sair. Minha fonoaudióloga sabia como penetrar no meu mundo. Ela me segurava pelo queixo, me fazia olhar em seus olhos e dizer “bola”.

Aos 3 anos de idade, “bola” saiu de minha garganta com grande esforço e soava mais como “bah”. Se a terapeuta decidisse exigir muito de mim, eu fazia manha e pirraça. Se ela não exigisse de mim o suficiente, eu não fazia nenhum progresso. Minha mãe e meus professores ficavam imaginando porque eu gritava tanto. Os gritos eram a única maneira que eu tinha para me comunicar. Às vezes eu pensava logicamente comigo mesma, “eu vou gritar agora porque eu quero falar para alguém que não quero fazer determinada coisa”.

É interessante que a minha fala se pareça com a fala estressada de crianças pequenas que tiveram tumores removidos do cerebelo. Rekate, Grubb, Aram, Hahn e Ratcheson (1985) descobriram que cirurgias de câncer que tenham lesado “vermis, nuclei e os dois hemisférios do cerebelo” causaram uma perda temporária da fala em crianças normais.

Os sons das vogais eram os primeiros a retornar, e a fala receptiva era normal. Courchesne, Yeung-Courchesne, Press, Hesselink e Jernigan (1988) deram a reportagem que de cada 18 autistas que funcionam num nível de alto a moderado, 14 deles têm o cerebelo menor (cerebellar vermal lobules VI e VII). Bauman e Kemper (1985) e Ritvo et al (1986) também descobriram que os cérebros de autistas tinham um número menor de células “Purkinje” no cerebelo. No meu caso, um exame de Ressonância Magnética revelou anormalidades no cerebelo. Eu sou incapaz de andar em linha reta. O teste feito pela polícia para descobrir se o motorista está bêbado, tipo “ande na linha”, não funciona comigo, eu acabo tombando para os lados. Porém minhas reações são normais para outros testes de coordenação motora simples relacionados às funções ou disfunções do cerebelo.

Estímulos vestibulares algumas vezes podem estimular a fala em crianças autistas. Balançar a criança levemente num balanço às vezes ajuda a iniciar a fala (Ray, King & Grandin, 1988). Determinados movimentos suaves, coordenados são difíceis para mim, embora eu pareça bem normal para o observador casual.

Por exemplo, quando eu opero equipamentos hidráulicos que tenham uma série de níveis, eu consigo operar perfeitamente um nível de cada vez. Coordenar os movimentos para operar dois ou três níveis ao mesmo tempo é impossível para mim. Talvez isso explique porque eu tenho tanta dificuldade em aprender a tocar um instrumento musical, embora eu tenha um talento musical nato para melodia e tonalidade. O único “instrumento” que eu consegui aprender é assoviar com minha boca.

RITMO E MÚSICA

Durante meus anos escolares primários, a minha fala não era completamente normal. Geralmente eu gastava mais tempo do que as outras crianças para conseguir colocar minhas idéias para fora. Cantar, porém, era bem fácil. Eu sou afinada e consigo, sem nenhum esforço, sussurrar uma música que ouvi apenas uma ou duas vezes.

Eu ainda tenho muitos problemas com o ritmo. Consigo bater palmas num determinado ritmo sozinha, mas sou incapaz de sincronizar o meu ritmo com o ritmo de outra pessoa. Park e Youderian (1974) notaram uma falta de ritmo em pessoas autistas tocando piano. Os problemas de ritmo podem estar relacionados com alguns problemas de fala. Os bebês normais se movem em sincronia com a fala dos adultos (Condon & Sander, 1974). Os autistas não conseguem isso. Condon (1985) também descobriu que os autistas têm grande dificuldade em se orientar. Os que têm dislexia e os gagos também têm essa dificuldade só que em grau bem menor. Um ouvido ouve o som primeiro do que o outro. O assincronismo entre dois ouvidos chega a ser de mais de um segundo. Isso pode explicar alguns problemas de fala. As pessoas ainda me acusam de interromper conversas. Devido a uma falta de percepção de ritmo, é difícil para mim saber quando entrar na conversação. Não consigo seguir facilmente os altos e baixos do fluxo de uma conversa.

PROBLEMAS AUDITIVOS

Minha audição funciona como se eu usasse um aparelho auditivo cujo controle de volume só funciona no “super alto”. É como se fosse um microfone ligado que capta todo barulho ao redor. Eu tenho duas escolhas: deixar o microfone ligado e ser inundada pelo barulho, ou desligar. Minha mãe conta que algumas vezes eu agia como fosse surda. Testes e exames mostravam que minha audição era normal. Eu não consigo moderar os estímulos auditivos que entram por meus ouvidos. Muitos autistas têm problemas como este (Ornitz, 1985). Em geral eles têm reações exageradas ou mínimas. Ornitz (1985) sugere que algumas das deficiências cognitivas podem ser causadas por distorções sensoriais. O autismo também traz profundas anormalidades nos mecanismos neurológicos que controlam a capacidade da pessoa de mudar o foco de atenção em meio a diferentes estímulos (Courchesne, 1980).

Eu não sou capaz de falar ao telefone dentro de um escritório barulhento ou aeroporto. Todo mundo consegue falar ao telefone num ambiente barulhento, mas eu não. Se eu tento apagar de minha mente o barulho que está num pano de fundo, eu acabo apagando também a conversa do telefone. Uma amiga minha, com pouco comprometimento autístico, tem um problema semelhante ao meu, só que pior. Ela não consegue ouvir uma conversa numa sala relativamente quieta de um hotel.

Os autistas devem ser protegidos dos barulhos que os incomodam. Barulhos altos e bruscos doem meus ouvidos como se fosse a broca de um dentista pegando um nervo. Um homem autista de Portugal muito dotado escreveu: “Eu saltava de dentro de mim quando ouvia barulho de animais” (White & White, 1987).

A criança autista cobre seus ouvidos porque certos sons doem. O barulho freqüentemente faz meu coração disparar. Anormalidades no cerebelo podem ter um importante papel em aumentar a sensibilidade aos sons. Pesquisas em ratos indicam que o “vermis” do cerebelo modula a entrada sensorial (Crispin & Bullock, 1984). Estímulos no cerebelo de um gato com um eletrodo tornarão o gato supersensível à sons e toques (Chambers, 1947).

Eu continuo detestando lugares confusos e barulhentos, tais como os Shopping Centers. Barulho contínuo e estridente como o do secador de cabelo ou ventilador de banheiro é irritante. Eu consigo fechar a minha audição e me ausentar da maior parte dos diferentes tipos de barulhos. Porém algumas freqüências são impossíveis de serem desconsideradas. É simplesmente impossível que uma criança autista se concentre em sala de aula se ela estiver sendo bombardeada com barulho que penetra sua mente como se fosse o motor de um avião. Quando eu era criança, a governanta da minha família costumava me punir enchendo uma sacola de papel de ar e estourando essa sacola em meus ouvidos. Para mim era uma tortura.

Mesmo agora eu ainda tenho problemas em “me desligar”. Às vezes eu estou ouvindo uma música que gosto e de repente percebo que perdi a metade da música. Minha audição simplesmente se fecha automaticamente. Na faculdade eu tinha que ficar tomando notas o tempo todo para evitar que isso acontecesse.

O homem de Portugal que eu citei também escreveu que manter uma conversa é muito difícil. A voz da outra pessoa ficava longe como se fosse uma estação de rádio distante (White & White, 1987).

SINTOMAS DE DEPRIVAÇÕES SENSORIAIS

Animais colocados num ambiente que restringe de forma severa os estímulos sensoriais, desenvolvem muitos dos sintomas autísticos, tais como um comportamento estereotipado, hiperatividade e auto-estimulação (Grandin, 1984). Porque um autista e um leão preso numa jaula de concreto de um zoológico têm algumas características semelhantes? Por experiência própria eu gostaria de sugerir uma possível resposta. Como já disse, sempre tive uma sensibilidade extrema aos estímulo auditórios e de tato. Eu provavelmente criei um mundo à parte para me proteger dos estímulos que eu não conseguia lidar. A minha mãe me diz que, quando eu era bebê, eu evitava as pessoas e me endurecia toda. Desta forma, eu era aversiva ao contato com as pessoas e não recebia os estímulos do tato que eu tanto precisava nesta época da minha vida. Os estudos em animais mostram que restringir os estímulos sensoriais em filhotes e ratos afeta o desenvolvimento normal do cérebro.

Os filhotes criados em canis de concreto sem contato com a natureza tendem a ser hiperexcitáveis, e as ondas elétricas de seus cérebros contêm sinais de excitamento nervoso até seis meses depois de serem removidos do canil (Melzack & Burns, 1965). Crianças autistas, às vezes, têm as ondas (EEG) de seus cérebros dessincronizados, o que indica agitação(Hutt, Lee & Ounstead, 1965). Se cortamos fora os bigodes de um filhotinho de rato, a parte do cérebro que recebe estímulos através do bigode fica super sensível (Simons & Land, 1987). A anormalidade aqui fica mais ou menos permanente, já que esta área do cérebro continua anormal mesmo depois que os bigodes crescem de volta. Alguns autistas também têm um metabolismo cerebral hiperativo (Rumsey *et al*, 1985).

Eu às vezes me pergunto, se tivesse recebido mais estímulos de tato quando pequena será que eu seria menos “hiper” como adulta? Esses estímulos são muito importantes para os bebês e ajuda no desenvolvimento (Casler, 1965). Terapeutas têm percebido que crianças que evitam estímulos agradáveis ao tato podem aprender a gostar desses estímulos se tiverem sua pele trabalhada e gradualmente acostumada com diferentes toques. Pode esfregar a pele com tecidos e texturas diversas. Também pode pressionar a pele da criança fazendo uma massagem agradável.

Eu nasci com problemas sensoriais devido a anormalidades no cerebelo, mas talvez uma segunda lesão neurológica tenha sido causada por falta de estímulos de tato apropriados, por eu evitar, quando bebê, o toque das pessoas. Autópsias em 5 cérebros de autistas mostraram que anormalidades no cerebelo ocorreram durante o desenvolvimento fetal, muitas áreas do sistema límbico eram imaturas e anormais (Bauman, 1989). O sistema límbico não amadurece completamente até 2 anos após o nascimento. No meu livro, eu descrevo algumas fixações estúpidas de “banheiro” que me colocaram em situações difíceis. Uma pesquisa interessante de McCray (1978) mostra a ligação entre a falta de estímulos de toque e o hábito excessivo da masturbação. A masturbação cessou quando as crianças receberam mais afeição e abraços. Talvez comigo essas fixações de “banheiro” nunca houvessem acontecido se eu tivesse tido a capacidade de gostar de abraços e demonstrações de afeto quando eu era pequena. Ultimamente tem havido muita publicidade sobre a terapia de segurar ou abraçar fortemente a criança. Nessa terapia, a criança autista é abraçada até que ela pare de resistir. Se isso houvesse sido feito comigo eu teria achado terrivelmente desagradável e estressante. Muitos pais têm dito que usar essa terapia de forma mais gentil é bem efetiva e ajudou a melhorar o contato de olhos, a fala e a sociabilização da criança. “Powers e Thorworth” (1985) dão reportagem de resultados semelhantes. Talvez fosse bom que bebês autistas fossem gentilmente acariciados quando tentam resistir ao toque. A minha reação era a e um animal selvagem. A princípio o toque era intolerável e depois se tornava agradável. A minha opinião é de que essa aversão seja quebrada gradualmente, como se estivesse domando um animal. Se o bebê aprender a gostar do contato físico, outros problemas de comportamento poderão, no futuro, ser minimizados.

PARA LER NA ÍNTEGRA, CLIQUE ABAIXO:

Texto temple grandin

 

 

FONTE:

 Tradução feita por Jussara Cunha de Mello – Belo Horizonte a pedido da Associação de Pais de Portadores de Autismo e outras Síndromes – APPAS.

Obtida da INTERNET- ftp://ftp.syr.edu/information/autism/an inside_view_of_autism_txt

Temple Grandin

Department of Animal Science, Colorado State University

Fort Collins, Colorado 80523

High-Functioning Individuals With Autism, edited by Eric Schopler and Gary B. Mesibov

Plenum Press, New York, 1992

 

Comunicação dinâmica social

A comunicação exige reações subjetivas, não se pode esperar por perfeição, por seguir scripts, temos que ser capazes de suportar quando acontece uma perda na conexão e ter a capacidade de re-conectar.

comunicação instrumental é baseada na busca de algo, um objeto, recusa dele, uma informação. Ela é limitada num objetivo concreto. Uma mensagem sai do ponto A (emissor) vai para o ponto B (receptor), então o ponto B (agora emissor) retorna para o ponto A (agora no papel de receptor), esse seria o ciclo da comunicação instrumental.

comunicação dinâmica é um produto do que nós estamos pensando e sentindo em relação ao que nosso(s) parceiro(s)  pensam e sentem construindo “pontes” temporárias.

Comunicação é :
A reflexão de pensamentos e sentimentos;
Um compartilhamento de mentes e pensamentos;
Broadband, acontece em múltiplos canais (verbal, não verbal – expressões faciais, barulhos,
entonação, gestos e posição corporal)
Dinâmica
Regulatória
Frágil, acontecem quebras que precisam de reparo.

A comunicação dinâmica requer um entendimento e processamento de vários canais de
comunicação ao mesmo tempo para deocodificar uma única mensagem.

Existem 7 estágios no desenvolvimento típico da comunicação


Corpos em ação
 – é quando movemos nossos corpos coordenados com outra pessoa, como no caminhar lado a lado, posicionar nossos corpos de maneira que mantenham a comunicação fluindo

Expressão facial 
- ajustamos nossa expressão facial e olhar conforme a conversa, conforme as indéias vão sendo montadas e transmitidas.

Gestos -  levantar os ombros, apontar, mexer a cabeca, etc

Tom de voz e vozes
 – entonação, sons que fazemos para complementar as palavras (Ah! Oh! Mmm)

Palavras – comunicação verbal

Postura
 – posição corporal, proximidade, toque

Contexto – o sentido da informação depende do contexto


O grande obstáculo em muitas pessoas com autismo não é a falta de palavras verbais mas a falta de desejo em se comunicar.

Mesmo que a pessoa com autismo tenha esse impulso de comunicação mais intacto, muitas vezes o contato e processamento das próprias emoções é difícil e elas passam grande parte do tempo esquivando-se de entrar em contato com elas ou com muita dificuldade de entendê-las e controlá-las, por essa razão a comunicação dinâmica é impactada pois ela acontece através da troca de idéias que necessariamente são de cunho emocional.

Outras dificuldades e o entendimento do ritmo, a coordenacao com a comunicacao com parceiros, uso de enfase, concertar quando ha uma quebra na comunicacao, regular os turnos na comunicacao, criar espaco para q os parceiros tambem possam se comunicar. (este ultimo e relativo aos Aspergers quando tem a fixacao por um assunto e falam sem parar).

Atraves do RDI, acredita-se que a comunicação é uma dança, enquanto A esta enviando a mensagem B já está dando respostas através da expressão facial, gestos, movimentos da cabeça, postura, etc. Não é uma relação ponto A faz, ponto B responde e sim uma ação simultanea de A e B.

Quando você explica uma coisa ao vivo para alguém você está constantemente monitorando a sua fala através das respostas não verbais que você está recebendo do seu parceiro, estas respostas fazem com que vocêc ajuste o ritmo, repita alguma palavra, explique novamente em outras palavras ou encerre o assunto (se o seu parceiro parecer profundamente entediado), você às vezes até ajusta a sua opinião dependendo desta resposta não verbal.

Isto acontece em qualquer conversa, mesmo sem ver a pessoa e só com a voz, por exemplo ao telefone, você vai monitorando a sua conversa através dos ah!, mmm, humhum que a pessoa vai emitndo no decorrer da sua fala.

Comunicação Guiada

O q fazer:
Comunique o que vocês estão fazendo juntos.
Comunique numa maneira de convite para compartilhar a experiência. (esta é outra
crítica ao ABA, o RDI acredita que a comunicação no ABA é baseada em perguntas e
respostas e no RDI ela deve ser de modo descritivo para promover um momento agradável
de compartilhamento)
Fale devagar.
Use menos palavras possíveis. (o uso limitado de palavras é para ajudar a pessoa com
autismo a canalizar o foco, menos palavras, menos distração).
Tenha certeza que o pensamento vem antes da fala, de tempo para a pessoa com autismo se
manifestar.
Enfatize a qualidade do que é falado (comentários, compartilhamento de emções) ao invés
da quantidade falada (quantas palavras usa em uma frase, etc)
Construa um “sistema de comunicação” com seu filho de uma maneira que englobe vários
canais de comunicação. (abuse de expressões faciais que complementam a mensagem verbal, gestos, posicionamento corporal – você pode posicionar a pessoa de uma maneira que
ela fique mais próxima do foco que você quer a atenção, ou posicione seu corpo de maneira que
bloqueie outras distrações ou impessa que a pessoa tenha uma “rota de fuga”.
Entenda e ajude a criança a entender que na comunicação existem “cortes” e por isso ao se
comunicar com alguém é necessário constante monitoramento, manutenção e reparos.

Solucionar problemas de forma criativa:

Encontre soluções para problemas usando o improviso, especule sobre possíveis soluções e imagine caminhos, faça hipóteses, improvise, planeje estratégias, seja criativo, generalize e integre.

Num mundo dinâmico, nós temos que pesar de uma maneira flexível e criativa.

Esta é uma ênfase aos Aspergers, que mesmo dotados de grande inteligência e sendo de “alto-funcionamento “, muitas vezes são encurralados em situações que é necessário ser criativo para encontrar uma alternativa, outro problema que é muito mencionado no RDI é que as pessoas com autismo não tem a noção do “bom o suficiente” por causa na inabilidade do pensamento dinâmico, pois não conseguem contextualizar a situação. Por exemplo: Você marca um jantar em casa com o chefe do seu marido com 2 semanas de antecedência, você prepara o jantar, arruma a casa toda, compra flores e deixa tudo perfeito. Em outra situação, você passou o dia inteiro na rua de um lado para o outro e seu marido liga dizendo que vai levar o chefe para jantar em casa naquela noite, você toma um banho, joga a bagunça da sala no quarto e fecha a porta, deixa o banheiro de visitas decente e pede pizza (isto seria “bom o suficiente” pelo contexto da situação).

Brincadeiras para desenvolver a comunicação

Os exercicíos são baseados em brincadeiras “naturais” da infância que sob uma ótica de pesquisa, desenvolve naturalmente os conceitos de comunicação, sociabilidade e regulação emocional.



O princípio de desenvolvimento dos ciclos de comunicação é a brincadeira de rolar uma bola de uma pessoa para outra. O ciclo de comunicação seria, “A” faz uma pergunta, “B” responde ou faz um comentário ou outra pergunta, “A” responde ou comenta de volta e assim por diante, é o desenrrolar de uma conversa. No desenvolvimento típico, o vai e vem de caretas e sons é o primeiro sinal de comunicação, brincadeiras que explicitem isso irnão trabalhar nesses neurônios.

Eu escolhi o exercício abaixo para trabalhar com meus filhos porque eles não tinham esse ciclo de comunicação, eu perguntava eles respondiam (quando respondia) e só. Ou faziam comentários ou perguntas mas não prestavam atenção na resposta.

BATATA QUENTE.: A brincadeira consiste em passar o objeto um para o outro de forma rápida, nós brincamos que é uma batata quente assim podemos acrescentar diversão ao exercício. Eu usei bolas, mas não deu certo porque elas rolam e até buscar a bola já havia perdido a atenção do meu filho, então eu usei um saquinho de tecido preenchido com arroz.

Você passa o brinquedo (bola, saquinho ou outra coisa macia) para a criança dizendo “quente, quente” e espera que ela devolva, se ela não devolver você pode fazer o auxilio mão sobre mão, uma mão aberta e a outra mão você direciona a mão da criança a te entregar o brinquedo.

Se a criança resistir, você pode sentá-lo de costas para a parede, num canto (isso evitará que ele fuja) e você segura a bola e a mão dela na bola, e faz o ciclo num compasso lento, use bastante expressão facial de contentamento e prazer, no final sempre diga que você gosta de brincar com ela. Aos poucos vá aliviando a pressão nas mãos dela, e vá soltando devagar, segure só as pontas dos dedos e depois só segure a bola, a esta altura ela já vai estar com a mão na bola por si só. Quando você sentir que ela está pronta, comece a jogar a bola um para o outro, primeiro bem de perto e depois vá afastando, esse é um processo de semanas, só passe para a fase seguinte quando você sentir que pode, se caso não der certo, volte à fase anterior e depois de alguns dias, tente avançar de novo.

Faça caras e caretas e passe a idéia que a brincadeira é divertida.

Faça vários ciclos, a quantidade vai depender da tolerância da criança. Com o Pedro eu comecei com 3 ciclos e fui aumentando conforme ele foi entendendo a brincadeira, até 10 ciclos. O Luís já foi possível comecar com vários ciclos e eu nem contava mais, quando eu via que iria perder a atenção dele eu mudava para a segunda fase da brincadeira.

O ritmo da brincadeira deve ser rápido, mas esse “rápido” vai depender de cada criança, por exemplo: o rápido com o Luís é bem rápido, o “rápido” do Pedro já é mais lento porque ele demora a processar o movimento. Por isso, a sensibilidade do adulto é super importante para determinar a velocidade e a quantidade deste exercício.

Segunda fase da brincadeira. VAMOS TROCAR! Quando a criança estiver engajada na brincadeira da “batata quente” você pega um outro objeto e quando a criança estiver com o brinquedo que representa a batata na mão, você diz “vamos trocar” e oferece o segundo objeto e pega o primeiro da mão dela, com o tempo você passa a oferecer e extender sua mão para que ela entregue o primeiro objeto Depois que ela já tiver consistência em trocar de objeto com você, retire a dica da mão aberta e deixe que a criançaa troque expontaneamente, se precisar, volte a dica da mão aberta, mas demore uns segundos para ver se a criança é capaz de trocar sozinha. Você faz o ciclo da troca várias vezes também, sempre por um objeto novo.

A escolha dos objetos é super importante, eles devem ser legais, mas não super legais e muito menos os preferidos da criança para que não seja um martírio para a criança passar ou trocar o objeto.

Depois que se estabeleceu um ciclo de troca, você pode encerrar a brincadeira EMPILHANDO os objetos no colo da criança, para os que gostam, você pode até iniciar uma “guerra de travesseiros e objetos”, por isso só escolha objetos macios. O importante é terminar de forma divertida e com muita gargalhada (mesmo que no início seja só da sua parte).

VARIAÇÕES DO CICLO DE COMINICAÇÃO. 


Bexigas – são ótimas. Se seu filho é vidrado em números ou letras você ainda consegue fazer essa variação mais interessante. Jogue a bexiga para a crianca ou bata na bexiga para que ela simplesmente esteja no ar, conte 1 ou diga A, ajude a criança a bater na bexiga e diga 2 ou B, bata outra vez e diga 3 ou C, ajude a criança na vez dela se preciso e diga 4 ou D, e assim por diante. Retire o seu auxilio o mais rápido possível.

Qualquer brincadeira que segue essa linha de ciclos estimula as conexões cerebrais da comunicação como forma de conversa, segundo as teorias do Floortime e RDI.

Quanto mais neutra a expressão da criança nessa brincadeira, mais ela precisa desse estímulo, por isso não desanime se a crianca parecer não ter interesse nenhum (eu sei o que é isso), insista na brincadeira, ao menos uma vez por dia, vc verá que a criança vai aprender a mostrar satisfação nessa brincadeira e mantenha seu nível de animação respeitando o gosto da criança por barulho e agitação.

Também use o espelho, coloque um espelho na altura dos olhos da criança, num lugar que ela fique bastante. eu coloquei aqueles espelhos de corpo inteiro só que na horizontal e coloquei os brinquedos prediletos na frente do espelho, cada vez que os meninos estavam brincando em frente ao espelho eu ficava ao lado fazendo caretas no espelho, as primeiras vezes eu fui 100% ignorada, mas persistência é o lema :-) e aos poucos eu comecei a ser notada e depois imitada e depois virou um jogo de parceria, nós sofisticamos bastante a brincadeira e ela existe até hoje (com mascaras e pintura) mas esse foi o principio de tudo. Eu amo o espelho, tira o pavor do contato visual direto, trabalha a conciência do EU e do OUTRO, além de ser super divertido.

Também pelo RDI nós trabalhamos a linguagem não verbal, uso de gestos junto com as palavras, principalmente os comandos, isso ajuda a fazer a associação linguagem/sentido.

Use livros, leia e aponte para as figuras conforme você vai lendo as palavras, por exemplo, se você está lendo uma história que tem um coelho, quando você falar coelho aponte para a figura do coelho. Escolha livros com frases curtas. Depois de já ter lido várias vezes o mesmo livro para a criança, pause antes de ler a plavra coelho e aponte para a figura e espere, provavelmente ela vai completar a frase, se não você completa e segue lendo, mas na próxima vez pause de novo, um dia vem.

Com as músicas que a criança gosta faça a mesma coisa, tente usar cantigas que tenham rima, por exemplo:
“A barata diz que tem 7 saias de filó, é mentira da barata ela tem e uma só”
Na próxima vez você canta:
“A barata diz que tem 7 saias de filó, é mentira da barata ela tem é uma —–” e ela completa, a rima vai ajudar a lembrá-la.
Quando a criança já estiver completando você retira a primeira rima também da seguinte forma:
“A barata diz q tem 7 saias de —-, é mentira da barata ela tem é uma —-” e ela completa.
Faça isso com várias músicas, logo logo vocês vão estar cantando juntos, isso ajuda na comunicação entre as pessoas de uma forma social e dinâmica.

O MAIS IMPORTANTE, reserve tempo para FAZER NADA com seu filho, reserve nem que sejam 15 minutos diários que vocês vão ficar lado a lado, sem pedir nada para ele, sem fazer nenhum pergunta, sem puxar ele para nada, pode ser na cama, no sofá, em frente a janela, é um momento de conexão silenciosa. desligue a campainha do telefone e desligue a cabeça. Você pode fazer carinho nele, se ele gostar, ou só ficar ao lado, com o tempo vá chegando mais perto e mais perto. Isso vale ouro e ajudará a ele se sentir seguro.

Fonte: http://umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2012/11/brincadeiras-para-desenvolver.html

Autismo e a atenção compartilhada

Um aspecto muito importante para trabalhar com a criança com autismo é a atenção conjunta ( atenção compartida), ou seja, a habilidade para compartir a atenção com outra pessoa enquanto ambos estão prestando atenção ao mesmo objeto ou realizando uma atividade.

Distinguiremos dois aspectos na atenção compartida:

- Resposta, ou seja a criança mostra interesse ( verbal ou não verbal) dirigida a vivencias, atividades ou situações de brincadeira de outras pessoas- por exemplo, participa em uma conversa ou em uma brincadeira com outras crianças.

-Iniciativa, ou seja, a criança comparte, mostra ou interessa a outra pessoa na atividade que está realizando- por exemplo, mostra o desenho que acaba de fazer, fala para a sua mamãe com quem brincou ou se mostra orgulhoso por algo que acaba de fazer, buscando o olhar.

Vejamos alguns exemplos simples para provocar a atenção compartida:

Apontar:

Apontar um objeto de interesse é atenção conjunta. Uma foram de ajudar a desenvolver a atenção compartida é fazer este tipo de comunicação mais concreta: tocar o objeto que esteja apontando no lugar de apontar desde longe. Uma atividade que pode contribuir ao desenvolvimento da atenção compartida é criar situações nas quais seja provável que isso aconteça.

Por exemplo, ver livros de desenhos é uma atividade que com freqüência implica a atenção conjunta. Ao tempo que olhais o livro , aponta a imagem e dá nome ao desenho. Esso demonstrará a criança uma forma de atenção conjunta que pode copiar.

A caixa de surpresas:

Criar surpresas também promoverão a atenção conjunta. Existe diversos modos de fazer isso. Colocar diferentes brinquedos que sejam atrativos para a criança em uma bolsa e ir tirando uma a um da bolsa.

Esconder brinquedos:

Também pode esconder esses brinquedos em diferentes lugares da casa e brincar a buscar. Quando encontre o brinquedo ou tire da bolsa exagere tua reação, olha a criança, aponta o objeto e faz uma declaração verbal simples como “ Olha um helicóptero”.

Criar situações em que aconteçam coisas inesperadas:

Também pode criar situações nas quais suceda algo inesperado. Utiliza a imaginação para fazer isso. Por exemplo, se tem um brinquedo de controle remoto, pode ligar-lo quando a criança não esteja pendente dele. De novo , criando esse tipo de situações , oferece oportunidades para praticar a atenção conjunta, antes que esperar que essas circunstancias apareçam de forma natural.

Em nosso caso,trabalhamos a atenção compartida também de forma estruturada e esses são os passos que seguimos:

1 A criança se interessa por um objeto de outra pessoa:

Para isso se utiliza dois objetos (um caminhão e um carro, por exemplo). Lhe das o carro a criança para que comece a brincar, em um momento tu pega o caminhão , e começa a brincar de forma divertidíssima , exagerando os gestos e as palavra: “Rum-rum uau, este caminhão é genial”, etc. O objetivo é que a criança deixe seu carro e comece a interessar-se pelo teu caminhão, te pergunte e ponha a brincar contigo.

Sarah, uma de nossas coterapeutas , realizou o trabalho de fim de carreira sobre atenção compartida. Grande parte desse trabalho está baseado na sua experiência com Erik. Sua forma de despertar o interesse de Erik nesse passo foi a seguinte:

Depois de ter realizado uma atividade de mesa com a criança , te levantas sem dizer nada , tira um cordão do bolso , o examina com grande interesse, toma uma folha de papel , um lápis, algo que te sirva de apoio( uma pasta por exemplo) e te senta no chão. Durante este processo, darás cada passo muito devagar, observando se a criança olha o que estás fazendo. No caso de que a criança não olhe , digas verbalmente o que estás fazendo: “ Oh, tiro um cordão do bolso da calça” etc.

Uma vez sentada no chão , olha pro cordão , tocas , faz um laço, solta o laço…e outras figuraas. A final , desenhas uma das do cordão em uma folha de papel.

O objetivo e que a criança mostre interesse pelo que estás fazendo e manifeste interesse de fazer a mesma coisa:

- A criança pede um cordão para ele( terás outro preparado no bolso)

-A criança te pede teu cordão

-A criança pergunta , o que você faz?

-A criança pede que você faça outras figuras com o cordão.

Podemos controlar os progressos anotando os seguintes dados:

-A criança mostra interesse perguntando

-A criança mostra interesse olhando

-A criança se senta no chão por iniciativa própria junto a ti

-A criança expressa o desejo de fazer o mesmo

-A criança participa na brincadeira, te pede que faça novas figuras , ele pede um cordão…

2 A criança te inclui em uma atividade

A criança está brincando ( ou quer brincar) e o objetivo é que te incluía na sua brincadeira de forma ativa, ou seja, te pede algo ou necessita tua ajuda.

Podes provocar esta situação tendo preparada brincadeiras, partes de uma brincadeira ou material que a criança goste muito para que ele não possa alcançar sem tua ajuda (por exemplo, colocando em uma estante alta).

Ou podes provocar também mudanças nas brincadeira : a criança está brincando com os LEGO, e te sentas com ele e sugeres uma nova construção( faltará alguma peça importante, que estará à vista da criança porém não pode alcançar; assim te pedirá ajuda).

Vejamos um exemplo continuado com o programa de desenvolveu Sahah :

Uma vez que esteja desperto o interesse da criança pelo cordão e está sentado a seu lado brincando contigo , deixarás de brincar, de participar e de falar durante um minuto. A criança deve dar- se conta de tua atitude e pedir-te que continues. No caso de que passado um tempo prudencial a criança não tenha reagido, terás que usar o engenho para mostrar que não estás participando ( um espirro, levantar-se, deitar-se no chão, etc.).

Outra atividade que se pode realizar, é propor a criança que pegue sobre o papel quatro cordões formando um quadrado. A criança deverá pedir-te três cordões mais e cola. Uma vez pegado o quadrado, podes propor seguir até formar uma casa. “ olha, podemos fazer uma casa. Que falta? – o telhado- claro, falta o telhado. E juntos continuais com a atividade: janelas , porta, etc, sempre mão a mão com a criança.

Controlaremos os progressos da criança anotando:

-A criança se da conta de que o adulto deixou de brincar

-A criança pede ao adulto que siga brincando

- A criança pede ajuda para continuar com a atividade

-A criança presta atenção ao que está continuado o adulto

3 A criança se da conta de mudanças ou coisa fora do lugar e isso indica 

O propósito é surpreender a criança com algo inesperado, que ele se de conta e indique. E uma brincadeira muito divertida( em linha com os cartões absurdos): colocar-se os óculos ao revéis, uma meia como luva, colocar a cadeira encima da mesa, derrubar algo “sem querer” e dizer “ohh!”, colocar algo fora de lugar( uma sandália em uma caçarola), mudar o uso de um brinquedo ( pentear-se com uma peça de LEGO), fazer algo inesperado( meter-se a bola debaixo da camiseta em vez de seguir jogando ao futebol.) etc.

Controlaremos os progressos da criança anotando:

-A criança se dá conta das mudanças olhando

-A criança se dá conta das mudanças apontando

-A criança se dá conta das mudanças dizendo

4 A criança mostra algo que viu , aconteceu ou fez

Podemos provocar alguma situação : por exemplo , lhe pedimos para trazer algo de um quarto, previamente nesse quarto deixaremos algo fora de lugar de forma muito visível.

Por exemplo : colocamos uns jarros do jardim ou colocamos duas cadeiras encima da cama ou sentamos um animal de pelúcia enorme no inodoro e colocamos um laço na torneira do banheiro, ou tudo que passe pela cabeça que não seja perigoso.

O objetivo é que a criança venha e conte: “ estão as cadeira encima da cama” ou que nos peça ir com ele para ver.

Avançando nesse aspecto seria que a criança nos mostre os desenhos que fez: tanto que nos chame para ver-lo ou que venha com o papel para mostrar, ou a construção com os LEGO, ou as manual idades do colégio, ou o que seja.

Para isso , tanto meu marido como eu começamos também a mostrar coisas que tínhamos feito: “olha, acabo de pendurar um quadro no corredor, vem” ou “ olha tenho um frango no forno”, etc qualquer situação é boa.

Por outro lado , quando Erik estava, por exemplo, desenhando . Ir varias vezes ver: “ oh, que desenho mais bonito, este desenho quero pendurar. Avisa-me quando termines”. Mais adiante pedir: “ trás o desenho quando termines”. Em ambos casos ,pendurar logo o desenho com el em um lugar visível e exagerar: “ Que bom, você trouxe e temos pendurado” etc. Sempre de forma muito motivadora.

Também sempre depois das sessões de terapia , a terapeuta lhe pedia a Erik para vir e mostrar-me xxx do que tinham feito ( um desenho, uma ficha, etc).

Uma brincadeira que também praticamos para provocar Erik mostrasse o que acaba de fazer , era sentar-nos costa com costa no chão. Cada um de nós tinha o mesmo diante: uma folha para pintar ou umas peças de LEGO ou massinha, etc. Utilizávamos um despertador para marcar o tempo: ao soar, a Idea era que cada um mostrasse – dando a volta- o que tinha feito. Pouco a pouco a base de revezar e do tempo, conseguimos que Erik mostrasse o que tinha feito e pedisse a outra pessoa que lhe mostrasse o que tinha feito.

5 A criança mostra interesse nas experiências de outras pessoas

Durante a sessão de terapia ou ao pegar Erik na creche, lhe perguntávamos sempre questões concretas : que você comeu?, me conta o nome das crianças com quem você brincou hoje? Você brincou com LEGO? Etc.

Depois, no meu caso ou a terapeuta , narrava algo divertido ( exagerar) que tivesse feito , para provocar o interesse de Erik e que ele seguisse perguntando.

Durante as jantas comuns, tínhamos sempre um brincadeira: cada um de nós contava algo que tivesse feito durante o dia, e depois perguntávamos os detalhes uns aos outros.

Trabalhar imagens sociais

Bem com imagens sociais de criação própria, ou com ajuda de estórias infantis ou com figurinhas de Lego ou com cartões de seqüências temporais ou representando o desenho conjuntamente, se trabalham diferentes conceitos:

-Compreensão da história

-Como te sentes tu? Como me sinto eu? Como se sente xxx?

-Continuar a história que passa depois?

- Eleger entre dois finais

-Inventar conjuntamente uma história.

 

Fonte: http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2011/08/atencao-compartilhada.html

Brincadeira Musical para Crianças com autismo

Essa brincadeira musical além de trabalhar altura e ritmo é ótima para crianças com autismo de grau moderado a severo, ou até mesmo os bem pequeninos.

Bincadeira Grilinho saltitante

Objetivos: trabalhar a noção de altura e ritmo

Material necessário: CD Conversa de Bicho e bolinhas com guizo
 
Bolinhas com guizo (fazem barulho quando manuseadas)
Essa música faz uma analogia entre o movimento do grilo (parado e saltando) com o movimento da melodia (ficar numa nota só e saltar de uma nota a outra). Nas partes grifadas da letra a gente bate a bolinha no chão. Nas outras partes, fazemos os gestos indicados. A música é muito intuitiva e não tem erro:

 

O grilo paradinho no mesmo lugar

Fica bem quietinho, não quer saltar

(deixar a bolinha parada no chão)
Cai a chuva, molha o grilo
(fazer gesto de chuva caindo com as mãos)
Mas o grilinho não sai do lugar
(fazer sinal de “não” com o dedo indicador)
Vem um vento forte, muito forte a soprar
(soprar em cima da bolinha com as mãos em forma de concha na boca)
Mas o grilinho não quer saltar
(sinal de “não” com o dedo indicador)
Raia o sol e o grilinho
(pegar a bolinha na mão)
Sal-tasal-tasal-ta sem pa-rar
Sal-tasal-tasal-ta sem pa-rar
(bater a bolinha nas sílabas indicadas – chamamos de ritmo fisiológico, é o mesmo ritmo que cantamos a frase)
Para conhecer a música, assista ao video abaixo:
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.