Dicas de estimulação sensorial auditiva

Por Michele Senra

Segue abaixo uma relação de algumas dicas que ajudar seu filho ou paciente na estimulação sensorial auditiva:

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  • Os balões são curingas. Adoro brincar com os balões, pois ajuda muito no engajamento. Você pode encher o balão e soltar no ar, ele faz uns giros e ruídos engraçados, eles amam. Outra dica é enchê-lo e colocar em algumas partes do corpo, nomeando e soltando o ar aos poucos. Recentemente, descobri outra forma muito divertida de brincar com balões que é sucesso total. Mas falarei sobre isso em outro momento.
  • Você pode “criar” um alto-falante com rolo de papel higiênico. A experimentação dessa acústica produzida chama bastante atenção.
  • Aproveite as vocalizações que a criança faz ritualisticamente e transforme em canto. Mude a tonalidade e as vogais. Acredite eles acompanham.
  • Trabalhe intensidade com os instrumentos, com movimentos suaves e movimentos rápidos. Ou use bolinhas com guizos e compare com as que não tem guiso, para dar a noção do que produz som e do que produz silêncio.
  • cante canções que estimulem o uso do movimento, associando a ação com a palavra. Exemplo: Palma, palma, palma; Pé, pé, pé…
  • Brinque de esconde-esconde. Use lenços transparentes. Esconda objetos. Brincadeiras de “achou”.
  • Estimule a audiação de seu filho. Faça brincadeiras para descobrir o som. Por exemplo, grave sons de animais, objetos e natureza, coloque-o para ouvir com uma discriminação visual (pode ser objeto, animais de brinquedos ou figuras). Incentive seu filho a apreciar música de qualidade.

Espero que gostem das dicas! Até a próxima.

 

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Michele Senra

Como o Sistema Sensorial Afeta a Alimentação

O estímulo vindo de todos os sentidos pode (e vai) causar um impacto na concentração do bebê quando ele estiver comendo.

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Estímulos Visual e Olfativo

A aparência ou o cheiro da comida pode deixar seu filho muito empolgado para comer. Você pode vê-lo pulando no caldeirão, apontando ou sorrindo e balbuciando. Entretanto, a aparência ou o cheiro de uma determinada comida que ele não gosta pode causar reações claras de retraimento ou choro. Também preste atenção nos estimulantes visuais (como a televisão) durante a refeição, pois eles podem distrair seu filho (alguns pais, no entanto, acreditam que essa distração ajuda na hora da alimentação).
Tente não expor o bebê a odores ofensivos, como produtos de limpeza e cigarros durante as refeições. Eles podem desestimular a alimentação. Por outro lado, cheiros agradáveis podem deixar a refeição mais prazerosa.

Estímulo Vestibular

Um bebê mantido em uma posição esquisita ou desconfortável enquanto mama pode não conseguir sugar corretamente o bico. Da mesma forma, um bebê colocado em um cadeirão muito grande pode ter medo de cair, ou pode se distrair tendo constantemente que se ajeitar para permanecer ereto. Além disso, ele precisa se concentrar no que os membros estão fazendo no espaço, o que pode deixá-lo desorganizado e possivelmente ansioso. Embalá-lo levemente antes da hora da refeição pode ajudar a acalmar e organizar o bebê para que ele possa sugar e engolir com mais eficiência. Um abraço firme também ajuda. As crianças que são agitadas também podem achar que balançar suavemente pode ser calmante antes da refeição.

Estímulo Tátil

Quando pensamos no sistema tátil relacionado à alimentação, precisamos pensar no paladar, na temperatura e na textura dos alimentos. Alimentos que são doces, salgados, azedos ou amargos (como fruta, bolacha, limão e pickels) tendem a ser mais estimulantes (no sentido de surpreendentes) ao sistema tátil do que comidas suaves (como cereal e queijo cottage). Alimentos em temperaturas extremas são mais alarmantes ao sistema tátil do que os neutros. Alimentos crocantes são mais excitantes ao sistema do que os amassados.
As crianças têm um número maior de papilas gustativas do que os adultos. Por isso, elas não precisam de alimentos apimentados, adoçados ou salgados para gostar de comer. Entretanto, uma criança com hipotonia e menos controle oral-motor pode responder melhor a alimentos mais doces, salgados ou amargos – bem como aqueles que precisam ser mastigados – porque eles têm um efeito intensificador ao sabor. Por outro lado, as crianças podem ser muito sensíveis aos sabores e texturas da mesma maneira que podem ser muito sensíveis ao tato e ao olfato.

 

Sinais de Alerta da Defensividade Oral (Hipersensibilidade)

É importante observar se o bebê ou a criança tende a reagir excessivamente às sensações que geralmente não incomodariam as outras pessoas. Se ele parecer constantemente irritado na hora das refeições, mesmo depois de você ter se certificado de que ele está confortável, descansado e concentrado – e você sabe bem quais alimentos que ele gosta ou não -, então ele pode ter uma defensividade oral. A seguir estão alguns sinais a serem observados.

● A passagem para o comer com a colher permanece difícil depois de um longo período de tempo.
● Seu filho nunca ou quase nunca coloca brinquedos, dedos ou objetos na boca.
● Ele continua não gostando do paladar, da textura ou do cheiro de certos alimentos depois de muito tempo.
● Recusa alimentos sólidos (que precisam ser mastigados).
● Parece ter sensibilidade tátil em outras ares (não gosta de certas roupas, não gosta da pele exposta, não gosta de banho, etc).

“Você ganha a boca depois que ganha força”. Essa é uma frase que gostamos de usar durante as terapias. Os pais costumam se preocupar quando o filho não fala tão bem, ou tanto quanto os colegas. Lembre-se, a criança precisa de um tônus muscular adequado e de controle postural para a fonação e precisa também de controle oral-motor para a formação das palavras. Portanto, se tiver controle motor suficiente no tronco (quadril), também terá controle oral-motor suficiente (lábios) para a fala.

Fonte:http://topediatrica.blogspot.com

Evento no Conservatório de música para todos que apoiam a musicoterapia

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Nos dias 22, 23 e 24 de outubro, o Centro Acadêmico de Musicoterapia do Rio de Janeiro e o Conservatório Brasileiro de Musica convida a todos que apoiam a Musicoterapia, a música e todas as formas de arte, para participar do VI Encontro de Estudantes de Musicoterapia – ENEMT 2014.
O Encontro terá como tema “A Musicoterapia de ontem às suas Novas Práticas” com uma grande Homenagem para Cecília Conde, a mulher que trouxe a Musicoterapia para o Brasil em 1972!

 

PROGRAMAÇÃO ENEMT 2014

4ª Feira – 22/10/2014
Início às 18h
18h – Apresentação do evento / credenciamento / explicações.
19h30 – Oficina de Percussão com Di Lutgardes

5ª feira – 23/10/2014
MANHÃ
Início às 8h.
8h às 8h30 – Café da manhã (opcional)
8h30 às 8h50 – apresentação do vídeo “A Vinda da Musicoterapia para o Brasil” – Cecília Conde.
8h50 às 9h – discussões sobre o vídeo.
9h às 10h15 – Palestra com Lia Rejane “A Influência de Cecília Conde nas Novas Práticas”
10h30 às 11h30 – Um bate-papo na Mesa “Musicoterapia e Políticas Públicas – Tendências Atuais” com Marly Chagas, Pollyanna Ferrari e Andrea Farnettane.
11h45 às 12h50 – Almoço

TARDE
13h00 às 13h30 – CAMERATA DE VIOLÕES DO CBM-RJ – Homenageando Cecília Conde (AUDITÓRIO)
14h – Saída para os locais de Práticas Musicoterápicas
• CIAD – Mt. Alessandra Maia
• Bloco “Ta Pirando, Pirado, Pirou” – Mt. Pollyanna Ferrari
• CAPS-ad – Mt. Vinicius de Souza Teixeira
17h – Pôr do Sol em Copacabana (não obrigatória presença)

6ª Feira – 24/10/2014
MANHÃ
8h30 às 9h – Café da manhã Musical
9h às 11h30 – Apresentação de trabalhos e dos projetos realizados na disciplina “Projetos Clínicos” no CBM.
11h30 às 13h – Almoço

TARDE
13h00 às 13h30 – Bate-papo com os participantes do evento sobre a situação da Música, Musicoterapia e artes na atualidade.
13h30 às 14h15 – Vivência com o Profº Luiz Vaz
14h30 às 15h – Sorteio da Cesta de Chocolate Musical, junto com um Café.
15h às 15:30 – Dinâmica com a Profº Luzia
16:00 – Sarau com todos os presentes.

Para se inscrever e/ou mandar seu trabalho basta mandar um e-mail para enemt6rj@gmail.com que mandaremos a ficha de inscrição!
O preço*
R$ 70,00 – SOMENTE A INSCRIÇÃO
R$ 150,00 – INSCRIÇÃO + HOSPEDAGEM HOSTEL C/ CAFÉ DA MANHÃ** (30 vagas)
GRATUITO PARA OS ALUNOS DE MUSICOTERAPIA do CBM-RJ (R$ 35,00 – ALUNOS DOS OUTROS CURSOS DO CBM-RJ)
* A hospedagem será no Lapa Hospel confira a página:http://www.lapahostelrio.com/
Ao fazer o pagamento, você deverá mandar uma foto de seu comprovante de pagamento para que sua inscrição seja totalmente concluída.

‘Treinar’ pais de criança autista reduz sintomas do transtorno

Pesquisa demonstrou eficácia de método que ensina os pais a estimular o desenvolvimento de bebês com sintomas de autismo

Autismo: Ensinar pais a estimular linguagem, atenção e aprendizado das crianças ajuda a reduzir sintomas

Autismo: Ensinar pais a estimular linguagem, atenção e aprendizado das crianças ajuda a reduzir sintomas (Thinkstock/VEJA)

Em um novo estudo, pesquisadores concluíram que um determinado tratamento, aplicado nos primeiros anos de vida de um bebê com sinais de autismo, pode melhorar seu desenvolvimento e reduzir os sintomas do transtorno durante a infância. A terapia, no entanto, não é direcionada à criança, mas sim aos seus pais, que passam por uma espécie de treinamento para que estimulem a comunicação dos filhos.

CONHEÇA A PESQUISATítulo original: Autism treatment in the first year of life: A pilot study of Infant Start, a parent-implemented intervention for symptomatic infants

Onde foi divulgada: Journal of Autism and Developmental Disorders​

Instituição: Universidade da Califórnia em Davis, Estados Unidos

Resultado: Crianças com autismo cujos pais foram treinados para estimular o desenvolvimento dos filhos apresentaram um melhor desenvolvimento.

O método testado pela pesquisa foi o Infant Start, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Davis, Estados Unidos. Nele, pais de bebês com autismo aprendem formas de estimular a comunicação, a atenção, o aprendizado, a linguagem e a interação social dos filhos.

O estudo, publicado nesta terça-feira, contou com a participação de pais de sete crianças de 6 a 15 meses de vida que apresentavam sintomas relacionados ao autismo, como pouco contato visual, repetição de determinados movimentos e baixa disposição para a comunicação. Os pais, junto com os bebês, passaram por doze sessões de treinamento e, depois, foram acompanhados durante seis meses pelos pesquisadores para que continuassem seguindo o método corretamente.

As crianças voltaram a ser avaliadas dois e três anos após o início do estudo. O desenvolvimento delas foi comparado ao de outras com características diversas. Entre elas, crianças com autismo que só receberam tratamento após os três anos de idade e crianças sem o transtorno.

Segundo a pesquisa, seis das sete crianças que participaram do estudo chegaram aos três anos de idade com o desenvolvimento do aprendizado e da linguagem semelhante ao de crianças sem autismo. “A maioria das crianças com autismo nem ao menos recebeu o diagnóstico da doença nessa idade”, diz Sally Rogers, professora de psiquiatria e ciências comportamentais da Universidade da Califórnia em Davis e coordenadora do estudo.

O estudo, portanto, sugere que começar o tratamento de crianças com autismo de forma precoce diminui os problemas de desenvolvimento ao longo da infância. No entanto, como foi feito apenas com sete crianças, as descobertas precisam ser confirmadas por pesquisas maiores. Mesmo assim, a equipe considera que as conclusões foram importantes, pois mostraram uma redução significativa dos sintomas do transtorno nos primeiros anos de vida.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/treinar-pais-de-crianca-autista-reduz-sintomas-do-transtorno

 

Novas abordagens no tratamento de autistas

Por Michele Senra

Nos últimos anos novas técnicas e abordagens têm surgido, como ESDM e PRT, por exemplo, para atender a demanda crescente de pessoas afetadas pelo autismo. Cada indivíduo é único e tem suas necessidades muito particulares. A verdade é que não existe uma fórmula mágica, uma cura, que vá atender a toda esta clientela. Mas conhecer as abordagens em geral, pode nos dá a base para nossas práticas.
Particularmente, pra mim não existe o melhor modelo e melhor método, pois cada profissional pode se identificar com uma, assim como cada indivíduo vai receber os estímulos terapêuticos e pedagógica de uma forma muito individual.
Estudar é preciso, e sempre. Não somos donos da verdade. Costumo dizer, que eu não sou professora dos meus alunos, eles é que me ensinam a cada dia a arte de ensinar. Bem, conheça agora algumas novidades para aprofundar seu conhecimento.

PRT – Pivotal response treatment

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O tratamento do PRT é uma das terapias comportamentais mais estudadas e validadas no momento atual nos EUA. O PRT é derivado do ABA. Seus objetivos principais são o desenvolvimento da comunicação, linguagem, melhorar problemas de comportamento e regulação de comportamentos de auto estimulação perturbadores.
Ao invés de direcionar comportamentos individuais, as metas terapêuticas do PRT envolvem áreas “cruciais” do desenvolvimento de uma criança. Incluindo a motivação, a resposta a vários estímulos, a autogestão e o início das interações sociais. A filosofia é que, visando essas áreas críticas, PRT irá produzir grandes melhorias em outras áreas de sociabilidade, comunicação, comportamento e desenvolvimento de habilidades acadêmicas.
Estratégias de motivação são uma parte importante da abordagem PRT. Enfatizam o reforço “natural”. Por exemplo, se uma criança faz uma tentativa significativa para solicitar, por exemplo, um bicho de pelúcia, a recompensa é o bicho de pelúcia – não um doce ou outra recompensa.

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Embora usado principalmente com crianças em idade pré-escolar e alunos do ensino fundamental, estudos mostram que o PRT também pode ajudar os adolescentes e adultos jovens. Na verdade, as pessoas afetadas pelo autismo de todas as idades podem se beneficiar de suas técnicas. Em todos os grupos etários, o aluno desempenha um papel crucial na determinação das atividades e objetos que serão usados em uma troca PRT.
Qual é a História da PRT?
Resposta ao tratamento Pivotal foi desenvolvido na década de 1970 por psicólogos educacionais Robert Koegel, Ph.D., e Lynn Kern Koegel, Ph.D., da Universidade da Califórnia, Santa Barbara.

ESDM – Early Denver Model

O ESDM é um modelo voltado para o público de crianças com TGD, diagnosticados precocemente entre as idades de 12 a 48 meses. ESDM é uma intervenção baseada no relacionamento, e envolve os pais e famílias . O objetivo da ESDM é aumentar as taxas de desenvolvimento em todos os domínios para as crianças com TGD, pois visa simultaneamente diminuir os sintomas de autismo. Esta intervenção visa melhorar os aspectos emocionais, cognitivos e linguagem.
Este modelo usa a Análise do comportamento aplicada como base, mas uma fusão com uma abordagem desenvolvimentista, adicionando elementos mais lúdicos.
Suas características principais, incluem:
• Estratégias analítica comportamental naturalistas aplicadas;
• Conhecimento do desenvolvimento infantil
• Envolvimento dos pais
• Trocas interpessoais e afeto
• Compromisso compartilhado com atividades conjuntas
• Linguagem e comunicação ensinadas dentro de uma relação positiva com base no afeto.

Nosso próximo evento:

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Workshop Autismo em Volta Redonda

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Como ensinar crianças a cantar

Como já diz o velho ditado, “quem canta os males espanta”. A música está presente em todas as culturas e civilizações. Eu AMO cantar, e canto desde que me conheço por gente. Com cinco anos já subia no palco para cantar e conseguia dividir vozes com esta idade, acredite. Meu filho, Breno, também adora cantar e é bem afinado. Lindo, meu orgulho,rsrsrs.

Segue abaixo algumas dicas para o ensino de canto para os pequeninos:

cantar11. Comece cada lição com pequenos alongamentos e exercícios de postura. Não apenas isto é importante para ensinar a criança a cantar com boa postura, mas também a ensinará como participar da aula de canto, realizando tarefas simples para que possam ter sucesso. As crianças são cinestésicas e adoram realizar atividades físicas.

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2. Trabalhe numa técnica de respiração simples: ao inspirar, a barriga deve formar uma saliência. Ao expirar, ela deve se contrair. Os ombros e o peito não devem subir nem cair. Você pode trabalhar nisto com eles de pé, ou deitados, com um livro na barriga. Então, pratique assobios, zumbidos, sussurros e então, o canto “Ah”, preparando-os com uma inspiração profunda e os suportando com a barriga. Foque para que eles façam sons uniformes mesmo ao exalar, que não arranhem ou parem bruscamente.

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3. Introduza os registros. Treine longas “sirenes” glissando, aumentando até o registro superior (também chamado de falsete) para notas altas, ao invés de sobrecarregar a voz. A voz alta deles provavelmente será fraca de início, mas insista no uso dela, e como passar do tempo, ela ficará mais forte e desenvolvida. As crianças devem aprender a reconhecer a sensação de vibração dentro de suas bocas e no peito para notas baixas, e em suas cabeças para notas altas.

4.Comece o treinamento do ouvido. Ensine-os a igualarem o tom e depois a cantarem os passos mais altos e mais baixos. Comece fazendo com que cantem “ah” e que combinem seu tom com o do piano. Depois, explore alguns passos para cima e para baixo. Já que muitas crianças não entendem imediatamente o conceito de aumentar e diminuir o tom, você poderá demonstrar a elas subindo e descendo sua mão. Seja paciente se elas não entenderem de imediato, pois em breve, elas irão.

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5. Ensine as escalas. Comece a praticar 3 a 5 notas maiores, utilizando as sílabas de solfejo: Do Re Mi Fa Sol. Transponha a nota inicial para cima e para baixo com “meio-passo” de cada vez, até que consigam segurar o tom. Ao progredirem, tente a escala completa (Do Re Mi Fa Sol La Si Do).

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6. Ensine os intervalos. Comece a trabalhar nos intervalos maiores/perfeitos, começando com segundos e progredindo às oitavas. Sempre use as sílabas de solfejo.

7. Comece a trabalhar as vogais. Certifique-se que a criança cante cada vogal com o formato apropriado da boca. Veja se elas abrem suficientemente a boca para o “Ah” e o “Oh” e de forma redonda para o “Oh” e “Oo”.

8. Trabalhe num tom focado de garganta aberta. Dê as instruções para que as crianças “cantem enquanto bocejam”, mas com a língua plana atrás dos dentes inferiores. Trabalhe no tom e peça para que foquem na vibração do palato. Isso é especialmente eficaz quando fizer com que eles sussurrem e depois pedindo para que maximizem a vibração no palato. Tons do registro superior irão vibrar o palato, a cabeça e até acima dela quando forem altas o suficiente.

9. Comecem a aprender canções. Treine a leitura cantando em solfejo, primeiramente, enquanto observam o contorno das notas. Comece a ensinar a leitura para as crianças dessa maneira. Depois, faça com que segurem os sons vogais no comprimento das notas (ao invés de soltarem rapidamente, como numa conversa) e a cantar com vogais puras.

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10. Dê oportunidades de performance. Aprender a se apresentar é uma das experiências indispensáveis ao treinar a voz das crianças. Promova performances informais, fazendo com que a criança cante um música inteira, de frente para você. Encoraje os estudantes a cantar para seus pais e amigos, se estiverem confortáveis e dispostas a isto. Por fim, promova um recital a cada 6 meses aproximadamente, para que as crianças preparem 1-3 músicas para se apresentarem para os familiares e outros estudantes.

Dicas

  • Lembre-se que as crianças, especialmente as mais jovens, aprendem mais pela prática do que pela teoria. Um bom modelo para seguir ao ensinar algo novo a eles é demonstrando, e depois mostrando como se deve fazer isto (em pequenos passos, se for mais complicado), e então permitindo que elas tentem até acertarem, fazendo com que repitam quantas vezes elas quiserem. Quando elas cansarem, passe para outra lição e retorne para uma nova atividade um pouco depois. Lembre-se, as crianças aprendem pela repetição, portanto, dê oportunidades para que elas pratiquem estas novas habilidades!
  • As crianças irão aprender músicas muito mais rápido e vão se divertir se gestos forem adicionados com as palavras da música. Lembre-se, elas são muito cinestésicas e adoram se mexer!
  • Não é necessário ser rigoroso com as crianças. Se fizer isto, elas não vão prestar atenção às lições.
  • As aulas de canto devem ser divertidas, para que o estudante tenha sucesso. Talvez exceto pelas primeiras aulas, sempre passe um terço da aula cantando músicas divertidas, que as crianças gostam. Volte constantemente às músicas antigas, pois você dará a oportunidade para que elas mostrem suas habilidades.
  • As crianças não possuem períodos de atenção muito grande. Faça atividades divertidas e curtas, com boas transições para a próxima, mantendo-as interessadas. As crianças são criaturinhas divertidas e felizes, que são atraídas por pessoas e atividades também divertidas. Abundância de entusiasmo também é eficaz.

Avisos

  • Desde que um professor possua expectativas realistas para a voz da criança, existe pouco perigo em causar danos a ela. As vozes das crianças nunca devem ser comparadas com a dos adultos. Elas não conseguem cantar tão alto, por tanto tempo ou com o alcance de adultos ou até adolescentes. De fato, as aulas de canto para uma criança que adora cantar irá proteger sua voz, ensinando a ela como (e o que) cantar para não danificá-la. A coisa mais perigosa que uma criança pode fazer é levar as notas altas ao extremo, no peito ou na voz. Por volta de “C” ou “meio C” (pode ser mais baixo em crianças mais velhas), elas deverão mudar para uma voz mais macia, na cabeça. Esta voz será, de início, mais quieta e pela respiração, mas a persistência fará com que ela se fortifique, focando numa voz mais forte. Não existe nenhum perigo em explorar as notas altas de uma criança (e elas podem dar gritos agudos bem altos!) se usarem os registros da maneira certa. Se a voz da criança ficar rouca, faça com que PAREM DE CANTAR pelo dia, para que descansem a voz.

Materiais Necessários

  • Livro com lições de canto e exercícios para treino do ouvido e da técnica.
  • Livro com canções infantis.
  • Livro para praticar a entonação.

 

Referência

http://pt.wikihow.com/Ensinar-Crian%C3%A7as-a-Cantar

Encontro DIR/Floortime

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Crianças que têm aulas de música ampliam funções cognitivas para sempre

Estudo mostra de que forma as lições com instrumentos moldam cérebro dos mais jovens

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Jovem da Favela da Maré, no Rio, toca violino: música amplia funções cognitivas<br />
Foto: Laura Marques” /><br />
<figcaption>Jovem da Favela da Maré, no Rio, toca violino: música amplia funções cognitivas – <b>Laura Marques</b></figcaption></figure>
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RIO – Uma das características típicas dos seres humanos — dentre aquelas que nos diferenciam dos demais animais — é a nossa capacidade praticamente única na natureza de criar, tocar e apreciar música. Dos esquimós, no Ártico, passando por habitantes dos desertos africanos, até tribos indígenas no meio da floresta Amazônica, homens são capazes de compor, tocar, cantar e dançar (bem, quase todos, pelo menos). Mas, como costuma dizer o neurocientista Oliver Sacks (autor de “Alucinações musicais”), a música não é apenas uma forma pela qual nos conectamos e criamos laços. Ela, literalmente, molda os nossos cérebros. Um novo estudo divulgado ontem não só reforça a máxima de Sacks como constata que a música é também capaz de aprimorar as nossas funções cognitivas.

De acordo com o novo trabalho, crianças que recebem aulas de música regularmente ampliam suas capacidades cerebrais pelo resto de sua vida adulta. A pesquisa publicada na “PLOS One” mostrou que crianças que recebem aulas particulares de música por pelo menos dois anos revelam maior atividade cerebral nas áreas associadas às suas funções executivas — ou seja, os processos cognitivos que permitem aos seres humanos processar e reter informações, resolver problemas e regular comportamentos.

— Como o funcionamento executivo do cérebro é um forte indicador das conquistas acadêmicas que as pessoas podem vir a ter (mais ainda que o tradicional QI), acreditamos que nossas descobertas têm implicações educacionais importantes — afirmou a principal autora do estudo, Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva do Hospital Infantil de Boston (EUA). — Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando mais tempo e dinheiro em testes preparatórios, nossas descobertas sugerem que o aprendizado musical pode, de fato, ajudar as crianças a alcançarem metas acadêmicas mais ambiciosas.

Atividade cerebral cresce

O novo estudo comparou 15 crianças de 9 a 12 anos que tinham aula de música a um grupo de 12, da mesma idade, sem nenhum treinamento. Além disso, foram estudados dois grupos de adultos, divididos entre músicos e não músicos. Os pesquisadores observaram diversos fatores demográficos, como educação, status profissional e QI e descobriram que as funções cognitivas (medidas por uma bateria de testes) e a atividade cerebral (registrada por meio de imagens de ressonância magnética funcional) eram melhores tanto em adultos quanto em crianças que tocavam algum instrumento.

— O estudo dos efeitos da música no cérebro já tem mais de dez anos, mas poucos grupos se dedicam a ele — constata o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, no Rio de Janeiro. — É difícil saber por que os padrões sonoros são tão engajantes, já que não dependemos da música para sobreviver. Mas há várias evidências de que a música modula fortemente o aprendizado, estimulando a capacidade cognitiva e a relação interpessoal. A percepção de um ritmo influencia o sistema de atenção, induz ao movimento e otimiza o metabolismo e a performance física.

A explicação, segundo Oliver Sacks, um dos maiores especialistas mundiais no tema, está no fato de a música ser uma linguagem tão poderosa quanto a da comunicação verbal: “A atividade musical envolve várias funções do cérebro (emocional, motora e cognitiva), muito mais do que as que usamos para o outro grande feito humano, a linguagem. Por isso, a música é uma forma tão eficaz de nos lembrarmos e de aprender. Não é por acaso que ensinamos às crianças pequenas com rimas e músicas.”

A mesma percepção tem a professora e doutora em Educação Andrea Ramal, autora de diversos livros sobre aprendizado.

— Aulas de música ajudam no aprendizado da criança ao longo da vida por diversas razões. Tanto assim que a música se tornou disciplina obrigatória nas escolas — constatou Andrea. — Além disso, a participação num conjunto musical desenvolve a disciplina na criança, a capacidade de trabalhar em grupo e outras competências que serão necessárias até no mercado de trabalho. Também trabalha habilidades motoras e aumenta a concentração, que é essencial para o aprendizado.

Mais música, menos erros

O novo trabalho vem se somar a um grupo cada vez maior de estudos que revelam a importante relação entre música e cérebro. Uma pesquisa divulgada em novembro do ano passado, por exemplo, revelara que os adultos que tocaram instrumentos quando eram crianças (mas não tocavam há décadas) tinha respostas cerebrais mais ágeis. Outro estudo, de setembro de 2013, mostrou que indivíduos que sabiam tocar um instrumento também eram capazes de detectar erros de forma mais rápida e acurada do que os não músicos.

Um dos mais importantes trabalhos sobre o tema foi publicado também na “PLoS ONE”, em fevereiro de 2008. Nele, cientistas da Johns Hopkins revelaram que, quando músicos de jazz tocam de improviso (uma característica frequente desse tipo de música), seus cérebros “desligam” áreas ligadas à autocensura e à inibição e ativam aquelas que deixam fluir a autoexpressão. Ou seja, ao desligarem a inibição, eles davam espaço à criatividade e acabavam conseguindo tocar uma música inédita.

Por todas essas características, especialistas acreditam que a música possa servir também como mecanismo terapêutico. Como cita o próprio Oliver Sacks, “a música penetra tão profundamente em nosso sistema nervoso que, mesmo em pessoas que sofrem de devastadoras doenças neurológicas, ela é, comumente, a última coisa que perdem.”

— Nossos resultados têm implicações também para crianças e adultos que lutam com problemas nessas funções do cérebro, como hiperatividade ou demência — afirmou Nadine. — Novos estudos determinarão se a música pode ser usada como ferramenta de intervenção terapêutica.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/criancas-que-tem-aulas-de-musica-ampliam-funcoes-cognitivas-para-sempre-12921667#ixzz35bo7vuCt

Formação musical precoce aumenta desenvolvimento cerebral

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

A aprendizagem de um instrumento musical antes dos sete anos de idade aumenta significativamente o desenvolvimento cerebral revela um estudo publicado “Journal of Neuroscience”.
O estudo conduzido pelos investigadores da Concordia University, nos EUA, demonstrou que a aprendizagem de um instrumento, durante os seis e os sete anos de idade, tem efeitos benéficos no desenvolvimento do cérebro e produz alterações duradouras nas capacidades motoras e na estrutura cerebral. “ A aprendizagem de um instrumento requer a coordenação das mãos e de um estímulo visual ou aditivo. A prática de um instrumento antes dos sete anos aumenta, provavelmente, a normal maturação das ligações entre regiões motoras e sensoriais do cérebro”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Virginia Penhune.
De forma a chegar a estas conclusões, os investigadores submeteram 36 músicos a uma tarefa de movimento tendo posteriormente realizado ressonâncias magnéticas aos seus cérebros. Metade dos participantes tinham iniciado a sua formação musical antes do sete anos, enquanto a outra metade começou mais tarde. No entanto, todos os participantes tinham os mesmos anos de experiência. Estes dois grupos de músicos foram também comparados com indivíduos que tinham tido pouca ou nenhuma formação musical.
Quando os investigadores compararam as capacidades motoras dos dois grupos de participantes verificaram que os músicos que começaram a aprender mais cedo eram mais precisos. Relativamente à estrutura do cérebro, o estudo apurou que os músicos que começaram a ter formação musical precoce apresentavam um aumento numa zona específica da substância branca que é constituída por fibras nervosas que ligam as regiões motoras esquerda e direita do cérebro. Quanto mais cedo a formação musical era iniciada maior era a ligação entre as duas regiões.
As ressonâncias magnéticas mostraram que não havia diferenças entre os indivíduos que não tinham aprendido música e os que tinham iniciado a sua formação numa idade mais tardia. Estes resultados sugerem que o desenvolvimento cerebral ocorre precocemente ou então não ocorre de todo.
“Este estudo é importante na medida em que demonstra que a aprendizagem de um instrumento musical é mais eficaz em idades precoces, porque existem determinados aspetos da anatomia do cérebro que são mais sensíveis a alterações nestas idades”, explicou, o coautor do estudo, Robert J. Zatorre.
“Verificámos que os músicos que iniciam a formação precocemente apresentam algumas capacidades específicas e alterações no cérebro. Contudo, isto não faz deles, necessariamente, melhores músicos. O desempenho musical é uma capacidade, mas também envolve comunicação, entusiasmo, estilo e outras tantas coisas que não se medem. Assim, iniciar a aprendizagem musical precocemente pode ajudar à genialidade de um músico, mas não faz dele um génio”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte: http://www.alert-online.com/br/news/health-portal/formacao-musical-precoce-aumenta-desenvolvimento-cerebral

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