Curso para estimulação com música

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Como ter experiências musicais com seu filho em casa

Muitos pais me perguntam se é valido estimular música com seus filhos em casa. A resposta é muito clara: deve-se estimular sempre. Se hoje sou musicoterapeuta, e tenho habilidade para o canto, foi graças aos intensos estímulos que meus pais me ofertaram quando criança. E essa experiência na infância fez com que eu torna-se minhas interações com meu filho fossem relevantes para seu desenvolvimento, e repito isso com meu sobrinho desde que era um bebê.

Pensando nisso, deixo aqui algumas dicas que podem ser realizadas em casa. Se você não sabe tocar um instrumento, não sabe cantar, não tem problema pegue um CD da preferência de seu filho e crie experiências musicais inesquecíveis. Aqui a função principal da música é fortalecer as relações afetivas, ok?

Ensine seu filho sobre diferentes texturas. 

Leve-os na cozinha e pegue bolinhas de plástico, objetos de metal e colheres de madeira. Faça muito barulho enquanto fala sobre como cada item , e relate o que sente.

Melhore as habilidades motoras finas. 
Alguns instrumentos, como a tambor, são muito fáceis de brincar: apenas dê um bom golpe e você tirará o som. Outros, como pianos ou violão, exigem um pouco mais de conhecimento. Ajude o seu filho a aprender a isolar os dedos enquanto pressionam as teclas do piano ou movem os dedos para raspar o violão. Isso melhora a força e a coordenação da mão.

Use sua respiração. 
Soprar pode realmente ser uma habilidade muito difícil para algumas crianças aprenderem, mas é muito mais divertido quando você recebe feedback instantâneo através de uma flauta ou apito, por exemplo . Brincar com esses tipos de instrumentos pode ajudar seu filho a aprender a controlar a motricidade oral e, assim, pode ajudar a facilitar a alimentação e a fala.

Combine objetos com músicas. 
Cante a música “A dona aranha” brincando com uma grande aranha de brinquedo ou cantar “O seu Lobato tem um sítio” enquanto dá opções de bichos de pelúcia ou vinil de animais para a criança escolher e fazer o som dos animais.

Faça os movimentos das mãos juntos. 
Muitas músicas de crianças vêm com gestos, por exemplo “Meu pintinho amarelinho”, “Cabeça, ombro, Joelho e pé”. Ajude seu filho a fazer os movimentos para que eles possam aprender o que todos estão fazendo.

Torno a música em um jogo. 
A música pode ser uma ótima maneira de fazer jogo interativo com outras pessoas, mesmo que o jogo seja muito, muito simples. Você pode começar apenas por troca de turnos: você toca o tambor e seu filho bate o tambor (você estará oferecendo um modelo para seu filho imitar).

Incentive a comunicação. 

Cante músicas de rima simples com seu filho  e deixe de fora a última palavra. Tente fazer com que seu filho preencha os espaços em branco. Exemplo:

A roda do ônibus, roda ……. (deixe seu filho completar)

Caminhe ao ritmo. 
Se você está tentando ensinar o seu filho a melhorar sua marcha, escolha músicas com um bom ritmo e tente caminhar ao ritmo. As cantigas folclóricas tem opções ótimas para diversos estímulos, e tem sido regravadas sempre, como a Galinha Pintadinha, por exemplo.

Você pode trocar as letras de canções conhecidas para atingir algum objetivo de ensino. Além disso, essas trocas ensinam seu filho a flexibilizar, saindo do habitual e incentivando a criatividade.

LEMBRETE IMPORTANTE!

Apesar de todas as dicas isso não configura uma sessão de musicoterapia. A musicoterapia é uma ciência que exige uma formação acadêmica de graduação ou pós-graduação. Procure um profissional qualificado para o tratamento de seu filho. A musicoterapia utilizada por outra pessoa sem formação pode causar danos.

 

 

Musicoterapia e linguagem

“A semelhança entre a construção de uma linguagem musical e de uma linguagem verbal torna a música um importante auxiliar da fonoaudiologia. Atribui-se primordialmente à linguagem da música os processos perceptivos e mentais tais como audição, memória e imitação dos sons ouvidos, aliados ao controle motor dos movimentos físicos necessários. Na fala, ocorre uma mistura dos elementos, acompanhados por símbolos da fala e da música. Durante a percepção da fala e da música, o processo é conduzido em comum com as áreas sensoriais de projeção e com os diversos centros de processamento de informação. A atividade musical e a audição ativa de música podem originar funções que favoreçam a aquisição da linguagem, da atenção e da percepção, e a transferência de um movimento para som e de som para movimento, criando uma experiência de unidade entre linguagem, música e movimento.” (JOHNS, 1991)

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Curso em Agosto!

Olá pessoal, atendendo a pedidos, no dia 19 de agosto de 2017, realizarei um curso sobre Música para desenvolver linguagem, cognitivo e relacionamentos afetivos.

O Curso tem como público-alvo: professores, educadores musicais, musicoterapeutas, pais e outras áreas de interesse.

Sobre o curso:

A proposta do curso é oferecer um suporte teórico e prático aos participantes, seguindo a filosofia do modelo DIR/Floortime para aplicação em atividades musicais. O objetivo é potencializar as capacidades intelectuais, linguagem e de relacionamentos de crianças que estão com atraso no desenvolvimento (TEA, Down, entre outros).

Palestrante:

Mt. Michele Senra – Musicoterapeuta e especialista em Educação Musical, Mestranda em Música pela UFRJ. Terapeuta DIR/Floortime. Idealizadora dos projetos Concerto azul e Musicautista.

Investimento:

R$ 200,00

TURMAS LIMITADAS! SOMENTE 10 VAGAS!

Incrições:

pelo whatsapp (21) 98635-8116

Local: Av. Meriti, 2487 sala 202 – Largo do Bicão (Vila da Penha) RJ/RJ

As emoções influenciam o desenvolvimento cognitivo

Muito se fala da importância do brincar no desenvolvimento infantil. Para que  uma pessoa tenha a capacidade de fazer simbolismos, abstrações, é necessário que a mesma vivencie experiencias para criar. Pensando assim, se uma criança não consegue se relacionar com o meio por observação, experimentação, dificilmente terá a capacidade de desenvolver um pensamento criativo. Crianças em geral, brincam sobre coisas que percebem no dia a dia, por exemplo, brincar de casinha, construir cidades com objetos, etc. Infelizmente, estamos perdendo nossa capacidade de brincar por objetos tecnológicos.

Segundo Greenspan e Benderly (1999), as emoções exercem um papel importante no desenvolvimento cognitivo:

Essas crianças, que sofrem alguns dos problemas mais sérios de pensamento e linguagem que possamos imaginar, de base biológica, podem nos ensinar muito pela observação de como aprendem a pensar, se relacionar e comunicar. As crianças com as quais meus colegas e eu trabalhamos apresentam sérios déficits relacionados a problemas claramente neurológicos, tais como uma fraca capacidade de processar os sons, compreender palavras e executar movimentos sequenciais. (…) vagueiam sem rumo; agitam os braços compulsivamente; esfregam um determinado ponto no tapete de forma intermitente, pequenos objetos em fileiras rigorosamente retas – , nas quais não apresentam capacidade de respostas às tentativas mais básicas de comunicação. (GREENSPAN, BENDERLY, 1999, p. 31)

Os autores enfatizam que programas alguns programas terapêuticos podem inibir a capacidade criativa de uma criança com autismo reforçando um pensamento mecânico e estereotipado, quando poderíamos explorar todo o potencial para o raciocínio criativo e abstrato. “(…) No curso normal de eventos, cada sensação, à medida que é registrada pela criança, também dá margem a um afeto ou emoção” (GREENSPAN, BENDERLY, 1999, p. 37). Isso quer dizer, segundo os autores que uma brincadeira pode ser muito interessante para a criança ou ser desagradável, porque essas experiências vivenciadas determinam as impressões sensoriais que estão atreladas aos sentimentos. Por exemplo: se uma criança apresenta uma diferença inata na formação sensorial auditivo, podem comparar o tom de uma voz alta (frequência e altura) como se fosse o soar de uma sirene, porque só conseguem perceber a altura mais aguda daquela narrativa.

No que se refere a musicoterapia, usar técnicas de improvisação aumenta a possibilidade de extrair a capacidade criativa da criança. Mas, o que eu realmente quero falar nessa postagem é sobre como criar experiencias através do brincar com a música que ajude a modular um comportamento influenciado por incapacidades sensoriais e motoras.

Algumas crianças com autismo, não dão conta da enxurrada de informações sensoriais ao seu redor e oscilam em uma brincadeira entre o prazer, raiva ou medo, por exemplo.  Tenho crianças que podem estar muito envolvidas em um jogo musical ou em uma brincadeira e ao menor movimento, um pouco mais brusco, altera o humor da criança imediatamente de alegria para pânico ou raiva.

Seguindo os preceitos do DIR/Floortime, um dos meus atendidos se enrolou no tapete para se esconder. Seguindo sua liderança, decidi que poderíamos tornar uma brincadeira tão antiga e simples em algo mais divertido com a introdução da música. Nesse jogo foi possível ajudarmos nosso anjinho a controlar sua ansiedade e seu corpo no espaço, saber esperar (e isso para uma criança com autismo é muiiiitooooo difícil). E a nossa tendencia é reforçar porque sempre nos antecipamos a criança e entregamos “tudo de bandeja”. Precisamos criar um expectativa, e deixar a criança responder ao estímulo a seu tempo. Brincadeiras de esconder desenvolvem a capacidade da criança do pensamento, de construir imagens mentais dos objetos e das pessoas.

 

“descobrimos que a unidade básica da inteligência reside na conexão entre um sentimento, ou desejo, e uma ação, ou um símbolo. Quando um gesto ou  uma fração de linguagem relaciona-se, de alguma forma, com desejos da criança – mesmo que seja algo tão simples quanto a vontade de sair ou ganhar uma bola – , ela pode aprender a usar esse gesto ou essa linguagem de forma adequada e eficaz. Até fazer a conexão, no entanto, seu comportamento e sua comunicação permanecem em desiquilíbrio; de fato, a dificuldade em estabelecer tais conexões constitui um elemento básico do distúrbio.” (GREENSPAN, BENDERLY, 1999, p. 35).

Sendo assim, entendo que, quando uma criança apresenta um interesse incomum e persistente, devemos nos conectar a partir deste interesse e transformar essa brincadeira em algo compartilhado e prazeroso. Com afeto envolvido a expansão da capacidade cognitiva será ampliada.

Mt. Michele Senra

Referência:

GREENSPAN, Stanley I; BENDERLY, Berryl Lieff. A evolução da mente: as origens da inteligencia e as novas ameaças a seu desenvolvimento. Tradução: MONTE, Mônica Magnani. Rio de Janeiro: Record, 1999.

Debate sobre autismo

No dia 15 de Maio fui convidada para um debate sobre autismo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Esses debates são muito importantes para mobilizar mais ações dos políticos à favor da pessoa com deficiência.

A composição da mesa:

Presidência: Exma. Sra. Vereadora Tânia Bastos

Sr. Subsecretário da Subsecretaria da pessoa com deficiente: Geraldo Marcos Nogueira Pinto

Neuropediatra: Dr. joão Gabriel da Rocha silva

Musicoterapeuta: Michele Senra (euzinha)

Neuropsicopedagoga: Rosangela da Silva Paris

Instituto Helena Antipoff: Cristiane Botelho de Lima

Centro de Atenção Psicosssocial Infanto Juvenil: Laura de Carvalho Moraes Sarmento.

Foram homenageados com a comanda municipal em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com pessoas com autismo, os sambistas Ito Melodia e Gugu das Candongas, e eu também. Fiquei muito feliz e honrada com a homenagem.

O que podemos aprender com nossos pequenos mestres TEA

Não me canso de agradecer aos pais por me proporcionarem a maior fonte de aprendizado que nenhum livro ou teoria poderia me fornecer. Não subestime a capacidade que nossos heróis tem de nos surpreenderem. Hoje quero contar algumas de minhas experiências mais fantásticas na musicoterapia e no Concerto Azul.

Todo mês de abril será realizado uma edição do Concerto Azul, e para este ano conseguimos um palco maravilhoso cedido pelo Teatro Miguel Falabella. Mediante este evento, procurei programar apresentações emocionantes que mobilizasse e sensibilizasse pessoas para a causa do Autismo. Claro que neste processo coletamos muitas histórias interessantes e que merecem ser compartilhadas.

Caso Violino:

Musicoterapia na educação musical

No ano passado, cursei uma disciplina do mestrado sobre Ensino Coletivo de instrumentos musicais com o Prof. João Bellard Freire. Uma das propostas da aula foi assistirmos palestras no Painel Funarte de Ensino de Cordas Friccionadas. Eu me apaixonei por cada projeto apresentado, e deste momento coloquei na minha cabeça que tinha que ensinar violino para meus meninos se apresentarem no Concerto Azul. Detalhe, eu nunca tinha tocado um violino em minha vida.

Pedi no facebook a doação de um violino e ganhei um. Agora, faltava aprender a tocar para ensinar.

Faltando menos de um mês para a apresentação, eu o Thiago, entramos em uma aula particular e pedimos nossa professora que focasse em nos ensinar um trecho de uma música “Aleluia”. Marcamos as notas que deveriam tocar e confiantes iniciamos os ensaios. Foi caótico. Chorei e pensei “será que vai dar certo?. Faltavam menos de duas semanas. Marcamos ensaios todos os dias e Thiago e eu nos reversamos nesses dias. A Sylvia, que é psicóloga e tinha uma noção do instrumento, também nos ajudou nessa tarefa.

No último dia que eu estava a frente do ensaio, Rômulo, autista de 18 anos, e Fábio , autista de 24 anos, ainda estavam com dificuldades para dominar o arco, tocar no ritmo, acertar as notas….

Rômulo nos ensaios

Rômulo dava vários suspiros de desespero e Fábio repetia “Isso é muito difícil”. Com pena, tentei minimizar a situação:

  • Rômulo, vamos fazer o seguinte, a gente para um pouco e continua depois.

Rômulo deu mais um suspiro e disse:

  • Espera Michele, eu quero tentar mais uma vez. Vem Fábio, toca comigo.

Os dois iniciaram o ensaio e conseguiram tocar. Quase chorei de emoção! Rômulo e Fábio me ensinaram a não desistir diante de um obstáculo. Foram persistentes e acreditaram em si mesmos. No dia da apresentação, fiquei nos bastidores ouvindo e me emocionando, com a certeza de dever cumprido. Mas o mérito foi todo deles.

Concerto Azul

 

“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.”

José de Alencar

 

Vídeo do dia da apresentação:

Caso hiperacusia e acusia

Você sabe o que é hiperacusia e acusia? São dois fenômenos sensoriais Onde o indivíduo tem uma hipersensibilidade a determinados sons, podendo provocar dor física. Além disso, a hiperacusia pode afetar o emocional, isso porque o sistema límbico , que é responsável pelas emoções e comportamentos, faz parte deste processo de desenvolvimento da hipersensibilidade, focando sua atenção aos sons dificultando a atenção em outras atividades. O fato é que a hiperacusia atrapalha avida social desses indivíduos. Meu filho por exemplo, tem muita sensibilidade a som de latido de cachorro. Passar por uma rua onde tenha muios cachorros é uma tortura pra ele. Imagine, uma criança com hiperacusia que os pais vão levar para um evento social como: shopping, festa, igreja, etc. Se essa criança não for verbal, o que torna identificação mais difícil, a criança pode ter crises de comportamento em função de sons que não tolera e os pais se sentirem perdidos. Com o tempo são privados de frequentarem determinados locais.

Thomaz, Manu e Breno fazem parte desta estatística, porém o trabalho da musicoterapia pode minimizar os impactos sensoriais e auxiliar na modulação desses sentidos.

Manu quando iniciou na musicoterapia não suportava minha voz, principalmente quando eu cantava. Certos instrumentos faziam com que ela pedisse para parar de tocar pois “meus ouvidos doem”. A musicoterapia foi vital para que esses sintomas fossem minimizados. Hoje, Manu tem mais tolerância a sons, participa de musicoterapia em grupo e conseguiu se apresentar no Concerto Azul, mesmo com tantos estímulos sonoros aos seu redor. Para Thomaz, ainda tem um pouco de dificuldade de estar em um ambiente musical, e na medida do possível tentamos reduzir o estresse através de técnicas de dessensibilização. Breno também é capaz de se apresentar em um ambiente com bastante ruído, mas os latidos de cachorro ainda o incomoda, porém com menos frequência.

 

 

Por isso, defendo o atendimento em grupo, porque é por meio da observação e vivencia com o outro que aprendemos a resolver conflitos, criar pontes de ideias, fazer parte de um grupo social.

“Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos.”

Paulo Freire

 

Caso Feio Inibitório e organização corporal

Você sabe o que é freio inibitório?

É a capacidade que a criança tem de controlar o próprio corpo e mudá-lo de direção quando em movimento. è o controle no tempo e no espaço.

Emanuel é uma fofura. Mas tem uma dificuldade com organização e controle do próprio corpo. Em uma sessão de musicoterapia estávamos ensaiando uma canção Si mama ka, música folclórica de Ghana, que é sobre movimento. Na canção tem comandos de ficar parado, pular, correr, andar… Dai surgiram suas maiores dificuldades, ter a atenção para fazer cada movimento a seu tempo. Então usamos uma estratégia, como ele adora inglês e tem uma compreensão muito boa, fizemos uma brincadeira sem música, inicialmente. Eu dizia:

  • Emanuel, pay attention. One, two, trhee and run. (Emanuel, preste atenção: um, dois, três e corre)

Emanuel começava a correr feliz da vida. Depois de repetir algumas vezes essa frase, acrescentei as palavras Jump (pular), stand still (ficar parado), Run (correr).

“O saber “entra” pelos sentidos e não somente pelo intelecto”.
(Frei Betto)

Depois de brincarmos pedir que ficasse parado e ai introduzimos o ritmo com a percussão, depois com o Ukulelê, e logo depois a canção. Fragmentar a canção com a brincadeira, e utilizando o inglês para aumentar o engajamento, Emanuel finalmente, conseguiu compreender com seu corpo a brincadeira. Isso não quer dizer que ele superou essa dificuldade, ainda precisa de muita organização. Mas conseguimos compreender, como as atividades para ele devem ser trabalhadas por pequenas etapas.

“… a brincadeira que é universal e que é própria da saúde: o brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde…”
(Winnicott)

 

Isso é uma pequena parte das muitas experiencias que tenho vivido e quero poder continuar a compartilhar mais e mais histórias.

Mt. Michele Senra

 

Próximo Concerto Azul tem data marcada

Devido ao sucesso do Concerto Azul, o Norteshopping e Teatro Miguel Falabella pediram BIS. Então no dia 24 de abril de 2017 às 19h faremos uma reapresentação especial. Anote aí na sua agenda:

Data: 24 de abril de 2017

Horário: 19h

Ingresso: R$ 10,00

Comprar ingressos: http://www.musicacomestilo.com.br

Local: Teatro Miguel Falabella – Norteshopping

Participe! Você vai se encantar e ainda contribuir para a manutenção do projeto CORA, onde parte das vendas será destinada à instituição. As crianças precisam do cora e o cora precisa de vocês!

Concerto Azul – Ingressos esgotados

Estou imensamente feliz pela repercussão da 2ª edição do Concerto Azul. Os ingressos se esgotaram rapidamente.

Sou eternamente grata a Raquel, gerente do Teatro Miguel Falabella por acreditar no projeto e abrir as portas para essa apresentação. E claro, sem parcerias não seria possível a realização deste evento. O Concerto azul conta com os apoios do Norteshopping, Estilo By Elix, AMT-RJ, Marselle Rodrigues Fotografias.

Demanda muito trabalho, mas a recompensa vem na empolgação de nossos artistas TEA. No show, mostraremos diversos aspectos do autismo, como por exemplo o autismo severo, onde a música chega onde a linguagem verbal não alcança. Tem um número muito especial sobre isso.

Serão momentos emocionantes!

Para quem não conseguiu ingresso, não fique triste, postaremos alguns trechos do Concerto Azul,

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