Os sons da vida e a constituição do sujeito

Os sons da vida e a constituição do sujeito
Dos ruídos intra-uterinos à fala, muitos são os estímulos musicais a que estamos expostos, constituindo e registrando uma identidade sonora em nosso Ego, capaz de ser resgatada e revivida a qualquer instante pela musicoterapia

Por Clarice Mora Costa

À LUZ DA VIDA
O nascimento é uma modificação abrupta neste estado: a pele do bebê recebe novíssimas sensações – contato com o ar, diferentes contexturas, como mãos enluvadas, a pele da mãe sobre a qual é colocado, os agasalhos que o cobrem. A respiração se inicia, o ar penetra nos pulmões, começa a sensação de fome e para se nutrir precisa sugar. Os ruídos externos se modificam, impressionam diretamente seu ouvido, sem o fi ltro do líquido amniótico.

No útero, a partir dos 5 meses, o bebê é capaz de perceber estímulos sonoros, principalmente ruídos internos da mãe

O nascimento é a perda de um estado em que estava protegido num invólucro que atendia a todas as suas necessidades. Talvez seja a primeira falta que é a condição fundamental para a introdução da criança na rede simbólica. O nascimento dá início ao que Aulagnier denomina processo originário, em que o recém-nascido não se diferencia enquanto ser, não percebe o eu e o não-eu.

Diz Winnicott que o bebê nos primeiros momentos de vida tem a ilusão de que o seio é parte dele mesmo e que a mãe oferece a oportunidade para esta ilusão. Aos poucos, numa fase que acredita iniciar-se entre quatro e seis meses, o bebê começa a perceber que o seio é uma realidade externa, mas ainda com a ilusão de que ele próprio o cria, pelo fato de a mãe adaptar-se a suas necessidades. Nas suas palavras, a mãe sufi cientemente boa, depois de propiciar a ilusão, deve começar um processo gradativo de desilusão do bebê.

Mas o estado de simbiose persiste após o nascimento, não só para o bebê, mas também para a mãe, que continua a tentar suprir todas as suas necessidades. Não é raro que o seio comece a pingar leite espontaneamente quando o bebê chora. Winnicott observa que o bebê percebe o seio apenas quando este surge suprindo sua necessidade. Não há intercâmbio entre a mãe e o bebê. Psicologicamente, o bebê recebe de um seio que faz parte dele e a mãe dá leite a um bebê que é parte dela mesma.

No útero, o feto é impressionado por
um verdadeiro “concerto” polirrítmico
de sons; o ritmo é a primeira experiência musical do indivíduo

Se a mãe sente o fi lho como parte dela, podemos depreender que a mãe sufi cientemente boa, para desiludir o bebê, precisa reconhecê-lo como independente dela. O estado simbiótico existe de forma diferente na mãe e no bebê. Este depende da mãe por um período bastante longo para manter sua vida, suprir suas necessidades, enquanto o mesmo não ocorre com a mãe. Racionalmente a mãe sabe que seu bebê é um ser exterior a ela mesma, mas emocionalmente a ligação perdura. Cortar o cordão umbilical não é uma tarefa simples; talvez seja tão difícil para a mãe quanto para a criança. Mas se isto não ocorre, o bebê não poderá desenvolver-se e constituir-se como sujeito.

PERCEBENDO A MÃE
Experiências com lactantes mostram que eles reconhecem a voz da mãe desde as primeiras semanas de vida, reconhecimento este com papel de destaque face a outros modos de reconhecê-la. A formação da imagem materna se faz com a contribuição de cada um dos sentidos. No entanto, o reconhecimento pela visão, pelo tato e pelo paladar é parcial. O reconhecimento visual, por exemplo, exige a integração de diversas percepções como cor, forma, tamanho e localização das diversas partes do corpo; além do que existirão partes sempre inexploradas. A elaboração da imagem global da mãe é paulatina e exige a integração das diversas percepções, o que só ocorre plenamente com o desenvolvimento das funções do eu.

Como diz Aberastury, o reconhecimento da voz da mãe é “uma experiência total, única e precoce”. A voz da mãe é sentida como leite que entra pelos ouvidos de maneira concreta, intensa e fi sicamente gratifi cante.

O bebê reconhece desde cedo a voz da mãe, que infl uencia na criação da própria identidade

Ruídos, a voz aguda da mãe ou manipulações inadequadas produzem no bebê reações de ansiedade similares à fome, falta de calor ou contato, mesmo se outras gratifi cações sejam oferecidas adequadamente. A infl uência da voz da mãe e das canções é evidente desde os primeiros dias de vida. Esta experiência precoce torna a sonoridade e a voz fundamentais na criação da própria identidade, na constituição do sujeito.

Observou-se que, antes da satisfação da necessidade
alimentar, o bebê “se alimenta” de voz,
principalmente a materna

Estes estudos vêm sendo retomados e aprofundados por novos autores do meio psicanalítico. Foi observado que, antes da satisfação da necessidade alimentar, o bebê “se alimenta” de voz. O som que parece mais interessar ao bebê, desde muito cedo, é a voz humana, principalmente a voz materna.

Segundo Catão, a voz participa da instauração do laço entre a mãe e o bebê ao mesmo tempo em que se constitui enquanto objeto pulsional no espaço de ilusão entre os dois, e vai delimitar a fronteira entre a mãe e o bebê, sujeito e outro.

A fala materna, bem antes das palavras serem compreendidas, é puramente musical e a música da fala (suas infl exões, ritmo, cadência das palavras etc.) permite o estabelecimento de uma relação sincrônica com o agente materno. Vários autores mencionam a importância de um primeiro tempo de sincronia entre mãe e bebê. Winnicott expressa algo semelhante, quando afi rma que o bebê percebe o seio apenas na medida em que este pode ser criado no tempo exato de sua necessidade, o que implica a sincronia entre a mãe e a necessidade do bebê.

MUSICALIDADE MATERNA
A música da fala é signifi cante para o bebê. De acordo com Catão, a “sincronia signifi cante” antecede qualquer alternância para o bebê, embora já deva estar presente do lado da mãe. Sendo signifi cante admite a atribuição de sentidos, que independem do signifi cado das palavras. No momento originário, os sons causarão prazer ou desprazer, dependendo da qualidade sonora. O prazer de ouvir é o primeiro investimento na linguagem e sem este prazer não é possível transformar o som puro em signos, que se iniciam no processo primário.

O primeiro sentido atribuído pelo infans à voz materna é sua presença ou ausência. Se a voz materna é prazerosa, o bebê vai desejar escutá-la e começa a perceber que a falta da voz indica a falta da própria mãe, presença necessária para existir o prazer. Esta primeira percepção da falta materna começa a introduzir a noção de sujeito e outro. A voz da mãe passa então a ser percebida como um signo não só da presença, mas também do desejo materno em relação ao bebê – dar ou negar prazer. O enigma do desejo do outro é que levará o bebê a falar, e não o simples estímulo sonoro.

CENTRO DE MUSICOTERAPIA BENEZON BRASIL
Na sessão de musicoterápica, os pacientes optam pelos instrumentos e o psicoterapeuta encarrega-se da parte melódica

A aceitação da música da voz leva a trocar o caos sonoro da vida intra-uterina e do nascimento pela sincronia signifi cante introduzida pela mãe. A escuta antecede a fala. A função da fala não é a repetição de palavras, mas a presença de um sujeito e a introdução de uma alternância de sujeitos falantes. Somente por escutar a si mesmo e ao outro, a criança falará. Quando responde à música da voz, o bebê passa da sincronia à alternância. Surgem então, de acordo com Barcellos, quatro tipos de grito com estruturas e funções distintas – o grito de fome, de cólera, de dor e de resposta à frustração.

A relação do bebê com a voz e a sonoridade tem um papel fundamental na aquisição da linguagem/fundação do sujeito.

IDENTIDADE E SONORA
A importância da sonoridade para o ser humano tem sido percebida e estudada pelos musicoterapeutas há várias décadas. Em 1944, Altshuler formulou o Princípio de ISO (do grego “igual”) afi rmando que o tempo musical empregado pelo musicoterapeuta deve estar em sincronia com o tempo mental do paciente para ser estabelecida a relação. Benenzon retoma este princípio propondo o conceito de identidade sonora. O ISO deixa de ser uma correspondência entre a música e estado mental do paciente, como propusera Altshuler, e passa a abranger todos os aspectos do som introjetados pelo ser humano como indivíduo e como ser social. Deixa de significar igual e torna-se uma sigla – Identidade Sonora. Barcellos propõe a sigla ISo para diferenciar do ISO de Altshuler. A musicoterapia, de acordo com Benenzon, passa a ter um objeto próprio de estudo, “o complexo som-ser humano”, não se limitando a uma forma de tratamento.

Os novos estudos psicanalíticos mostram a importância do sonoro na formação do sujeito. Se o som e a música da voz materna são fatores indispensáveis para a criação da identidade, para a diferenciação do sujeito e do outro, a música e a musicoterapia têm um papel fundamental, seja no diagnóstico, seja na intervenção terapêutica, para possibilitar ao sujeito psicótico a reintrodução na linguagem e a recriação da identidade.

A musicoterapia tem um papel fundamental de, seja no diagnóstico,
seja na intervenção terapêutica, possibilitar ao sujeito psicótico a
reintrodução na linguagem e a recriação da identidade

Watzlawick, com outro enfoque teórico, afi rma que o emprego da linguagem como meio de comunicação tem dois aspectos distintos e complementares – a comunicação analógica e a comunicação digital. Esta se dá por meio das palavras e seus signifi cados. A primeira é a comunicação não-verbal que acompanha a fala – gestualidade, infl exões da voz, seqüência e cadência das palavras, o que denominamos de música da fala. Afi rma que confi amos quase exclusivamente no não-verbal quando a relação é o ponto central da comunicação.

O musicante não denomina coisa alguma, mas seria ligado
a relações de afeto, e a signifi cação
musical seria de ordem emocional

Martha Negreiros e eu mesma, desde o início dos anos 80, começamos a nos interessar pela peculiaridade da linguagem musical, sua signifi cação e a pertinência de sua utilização como terapia.

O cirurgiãodentista Dr. Feijão usa a música em hospitais: a idéia é transformar dor em alegria

MÚSICA E FALA
A música é uma linguagem, assim como a fala, constituída por sons e silêncios, alturas, timbres, intensidades, ritmo. A diferença entre a música da fala e a música propriamente dita é que a linguagem verbal possui somente o aspecto melódico, enquanto a música se caracteriza por admitir, e até mesmo exigir, a harmonia. Tem, sob este ponto de vista, muito maior riqueza expressiva do que a música da fala.

Os sons participam da forma musical e, dispostos em uma sucessão ordenada, passam a possuir um sentido não redutível à forma, comportando signifi cados conotativos atribuídos pelo intérprete ou ouvinte no momento da execução ou audição da peça musical. Assim, a música é signifi cante. Afi rma Vivarelli que os psicanalistas atribuem uma autonomia ao signifi cante, com leis próprias, independentemente do signifi cado. O signifi cado desliza sob o signifi cante. O signifi cante, em si, fora de uma cadeia associativa, não signifi ca nada, já que é do deslizamento dos signifi cados sob a cadeia signifi cante que surgirá o fenômeno da signifi cação.

Guiraud-Caladou propõe o termo musicante para o signifi cante musical, que adquire sentido dentro de uma cadeia de intervalos, alturas, intensidades e demais parâmetros do som. Mas qual seria este sentido? O musicante não denomina coisa alguma, mas seria ligado a relações de afeto, e a signifi cação musical seria de ordem emocional ou, como diz Guiraud-Caladou, “tem essencialmente por signifi cação a ordem do vivido”.

Para averiguar a existência do musicante, em pesquisa realizada no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, foram selecionados quatro trechos musicais distintos entre si. Foram testadas individualmente pessoas consideradas normais e outras diagnosticadas como esquizofrênicas. Verifi cou-se que a música é signifi cante, com um sentido amplo, mas não irrestrito. As signifi cações atribuídas pelos sujeitos, tanto normais quanto esquizofrênicos, foram aproximadamente as mesmas, o que legitima a hipótese de que a música se constitui uma linguagem que permite a interpretação dos conteúdos veiculados pela pessoa psicótica podendo, portanto, ser usada terapeuticamente.

O PROCESSO MUSICOTERÁPICO
No estudo do processo musicoterápico, observou- se que os pacientes a princípio atribuem apenas prazer ou desprazer ao tocar, cantar, ouvir. Ao escutar e ser escutado, tem início uma forma rudimentar de percepção do outro, de algo ou alguém pertencente ao espaço exterior, seja este outro o instrumento musical ou uma pessoa. No decorrer do tempo, a relação entre o paciente e o grupo/musicoterapeuta passa a ser o centro do processo. Após o estabelecimento da relação, o paciente começa a comunicar seus problemas pela linguagem verbal, de forma coerente. Este processo se assemelha à hipótese de Aulagnier sobre o processo de aquisição do campo semântico. Concluiu-se que a musicoterapia parece proporcionar a oportunidade de revivenciar fases muito arcaicas de formação do Ego e, nesta nova vivência, a sonoridade é introjetada como prazer possibilitando o relacionamento com o outro e a inserção no discurso cultural. A linguagem musical, portanto, propicia a comunicação com o mundo autístico do psicótico.

Reunindo os estudos recentes, que mostram a incorporação da linguagem e a fundação do sujeito como interligadas e concomitantes, com os conceitos de ISO e ISo, de musicante e o processo musicoterápico, o alcance da musicoterapia se amplia para além da veiculação de conteúdos e da comunicação terapêutica com o psicótico. Como possibilita a inserção no discurso, contribui também para a (re)construção da identidade ou constituição do sujeito.

A musicoterapia parece proporcionar a oportunidade
de revivenciar fases muito arcaicas de formação do Ego

Aberastury já afi rmava que “a infl uência das canções nos primeiros meses e dias de vida é evidente”. Barcellos frisa a importância do acalanto, “uma forma de a mãe dar continência ao seu bebê”, e afi rma que “o inconsciente do novo ser humano (…) banhase no sonoro que funda e nutre esse inconsciente em sua aparição primeira”. Refere-se também à função exercida pelas cantigas de roda. Cirigliano diz que o acalanto é uma canção transicional facilitadora do processo de separação mãe/bebê.

Cabe a nós, musicoterapeutas, aprofundar os estudos que vêm sendo realizados e desenvolver técnicas e procedimentos que possam ajudar a emergência do sujeito. Fica como sugestão a pesquisa do cancioneiro infantil que faz parte da vivência dos pacientes, e o que ocorre em presença destas canções no trabalho clínico. A incorporação de acalantos e canções infantis às sessões talvez possa tornar o processo musicoterápico ainda mais efi caz.

Clarice Mora Costa é licenciada em Pedagogia pela PUC e graduada em Musicoterapia pelo Conservatório Brasileiro de Música. Trabalhou como musicoterapeuta no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB), realizando atendimentos e pesquisa sobre musicoterapia para psicóticos. Lecionou e foi orientadora de monografias de cursos de especialização e participou de mesas examinadoras destes cursos oferecidos pelo IPUB. Autora dos livros O despertador para outro – Musicoterapia e Oficínas Terapêuticas em Saúde Mental (organizadora) no Brasil e Musicoterapia para Deficiências Mentais em Portugal. Contato kice@uol.com.br

 

 

Curso sobre autismo para educadores musicais e musicoterapeutas

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Atendendo à pedidos, em agosto estarei ministrando um curso sobre musicalização para autistas com meu amigo Di Lugardes. Não deixem de fazer inscrição. Vagas limitadas!

Brincadeiras proprioceptivas agrupadas em 10 itens

Encontrei este post com dicas sensacionais. Apreciem!

Brincar sentindo o corpo! (Ana Elizabeth Prado)

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Novidade?

Não deveria ser.

Nos tempos atuais precisamos estar atentos e valorizar os ricos momentos de estar conectados aos sentidos do corpo. Cada vez mais pessoas estão conectadas às máquinas. Nada contra a tecnologia. Mas vale lembrar que é o corpo que se conecta para a adaptabilidade do modo de vida contemporâneo… utilizando a máquina quando precisa para viver melhor.

Que este corpo esteja bem para viver bem!

O primeiro passo é valorizar a importância dos sentidos em nossa vida. Eles são a base do desenvolvimento e aprendizagem. Os primeiros movimentos, a pausa, os ajustes, das partes e do todo, o tônus sendo alimentado pelas sensações em via de mão dupla…aliás, múltipla. Diversos sentidos se retroalimentando para formar o substrato do conhecimento do que somos formados. Como o tônus pode se regular, como o movimento pode ser graduado, dirigido e refinado. Como as informações sensoriais podem influenciar o estado de alerta e atenção. Todos estes aspectos são contemplados por um bom funcionamento do sistema proprioceptivo integrado aos outros sistemas sensoriais, principalmente o tátil e vestibular.

Por isso é tão importante propiciar oportunidades que a criança brinque nos diferentes planos, com intensidades e direções de movimentos, em situações para diferentes ajustes de tônus e percepção do corpo para conhecimento de si e em conexão com o coletivo. Isto irá ajudar a criança  nos diferentes contextos nas habilidades psicomotoras, pedagógicas e sociais.

Por ora vou elencar algumas brincadeiras que têm forte incentivo à propriocepção, mas deve ser considerado que não há  brincadeira que isole um só sentido. Algumas são mais evidentes de propriocepção e tátil, outras propriocepção e vestibular. Vamos considerar que o processo de Integração Sensorial é dinâmico e multissensorial.
Coloco também links de outras postagens relacionadas ao tema.

Aviso aos brincantes: a criança precisa estar envolvida e gostar da brincadeira!!!

1- “Sanduiche” de gente – envolva a criança com almofadas, cobertor ou como no caso desta foto um grande almofadão cheio de bichos de pelúcia macios e/ou almofadas.
Que seja macio, preciso e dê um sentido de continuidade do território corporal.
Que seja lúdico: a criança é o recheio e você irá passar a maionese no cachorro quente, ou o requeijão no pão. Amasse, faça toque com pressão profunda contínua, mexa e remexa. Eles adoram!
Provoque respostas da criança como sair se movimentando, querer ficar quieto, pedir mais.
Esta brincadeira estimula no mínimo o sistema tátil e proprioceptivo a depender da intensidade e  movimento.

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Há crianças que precisam de muito estímulo para sentir o corpo e entrar no estado de autorregulação por meio de estímulos proprioceptivos e táteis. Nestas situações deve se ter critérios a depender do Perfil Sensorial e ser supervisionado por um adulto para a segurança da criança. Consulte um especialista em Integração Sensorial para saber mais.

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2- Esticar o corpo. Use tecidos elásticos para oferecer resistência e provocar situações diferentes de amplitude e intensidade de  movimento nas articulações. Incentive o espreguiçar. Sempre!

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A seguir brincadeiras para estimular as diferentes formas de contato entre as articulações e uso das cadeias musculares vivenciando os graus de regulação de tônus, manejo do corpo no espaço e tempo, de forma lúdica. Além de estimular a propriocepção estas brincadeiras podem regular o estado de alerta e atenção. Vale a pena ser experimentado também no ambiente escolar.

3- Pular – em superfícies diferentes: seja no chão, na cama elástica, no colchão, na bola, na brincadeira de corda. Pular amarelinha. Corrida de saco.

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4-Subir e pendurar-se – em árvores, em brinquedos de parque, no trapézio, em cordas.

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5-Carregar – mochila, objetos pesados de acordo com a possibilidade da criança, no contexto.

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6- Empurrar o corpo contra superfícies e com outros corpos.

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7- Puxar objetos, brincar de cabo de guerra, puxar água com rodo.

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8- Brincar com os pés. Além das brincadeiras de pular incentive a sentir o contato dos pés com diversos materiais como bambu, sementes, massinha. Faça caminhos sensoriais com brincadeiras de imaginação. Brinque com o equilíbrio, peso, direção e amplitude diferentes dos membros.

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(Jogos com peteca, jogo de raquete, pingpong)

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(Atividades artísticas como argila, impressão das mãos, apertar tubo de cola e tinta.)

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A antiga e tão necessária: “Cama de gato”. Dica de livro – passo a passo

10- Brincar com a boca –  estalar a língua, chupar uma fruta, sugar um canudo de voltas, soprar, mastigar alimentos sólidos e brinquedos orais com pressão intra e extra oral. Uso de vibradores orais.

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Ao terminar de escrever esta postagem fico com uma sensação que muitas brincadeiras de tempos atrás estão caindo no esquecimento. Ao mesmo tempo constato nos atendimentos que muitas crianças estão precisando estruturar melhor o sentido do corpo.
Será que há relação com a mudança de hábitos dos tempos atuais?
Que tipo de brincadeiras estamos incentivando às crianças?

ANA ELIZABETH PRADO

Terapeuta ocupacional pela UFPE. Pós-graduação pela USP em Práticas Artísticas e Terapêuticas. Especialização no método neuro-evolutivo Bobath, Integração Sensorial e Eutonia.

Fonte: http://www.reab.me/brincadeiras-proprioceptivas-agrupadas-em-10-itens/

 

Estimular o desenvolvimento com bambolê

Tive um menino que tinha hipo sensibilidade vestibular, não tinha senso gravitacional, equilíbrio, etc. Além de hiper sensibilidade auditiva a determinados sons.

Quando ouvia uma determinada música girava sem parar, e não sentia tontura. Isso foi bem no início da minha carreira profissional. Pensava comigo: como que numa aula de música posso ajudar esta criança? Tocar instrumento ou cantar, ele pedia para parar, quando colocava uma música no rádio, girava sem parar.

Até que, um dia peguei o bambolê e comecei a brincar com ele. Quando o bambolê caia no chão o movimento deveria parar. E olha que funcionou. Ao girar ele recebia o estímulo (a sensação) que buscava, mas quando o bambolê caia no chão, seu corpo finalmente conseguia perceber e se acomodar apropriadamente.

No passo seguinte, foi introduzir a bola com ritmo musical (sentar na bola, quicando dentro da marcação rítmica proposta, cantando uma canção). Isso fez com que passasse a assistir seus clipes musicais em casa, sentado na bola marcando o ritmo, parando assim, de girar em torno de si.

Abaixo seguem algumas dicas do uso de bambolê, aproveite!

Prender o bambolê cheio de fitas coloridas no alto e estimulara criança a passar por ele: atividade sensorial tátil
Prender o bambolê no alto e pendurar nele circuito de lampadas de led (iguais aqueles colocados em árvore de natal): atividade sensorial (tátil e visual)
Usar o bambolê para fazer bola de sabão gigante: atividade sensorial tátil….bimanual…de cooperação…
Fazer vários furos no bambolê e acoplar ele a uma mangueira: atividade de coordenação motora fina e sensorial tátil e proprioceptiva
Prender o bambolê no alto circundado por lençol: atividade sensorial que pode ser usada para trabalhar interação e aspectos perceptos-cognitivos, além dos aspectos emocionais
Andar junto com outra pessoa por dentro do aro do bambolê: atividade de coordenação motora e de propriocepção, além de trabalhar compartilhamento
Rodar o bambolê na cintura: atividade proprioceptiva, de coordenação motora, de ritmo, de mobilidade,…
Rodar o bambolê em um dos braços: atividade proprioceptiva, de coordenação motora, ritmo e lateralidade
Rodar dois bambolês ao mesmo tempo sendo um em cada braço: atividade proprioceptiva, de coordenação, ritmo, de integração bilateral e sequenciamento,…
Pular de um pé só dentro do bambolê: atividade de coordenação, de propriocepção, de equilíbrio, de lateralidade,…
Pular com os dois pés juntos dentro do aro do bambolê: atividade proprioceptiva, de coordenação motora, de ritmo,…
Brincar de dentro e fora usando música: atividade de organização espacial
Pular com os dois pés rodando o bambolê de trás para a frente do corpo: atividade proprioceptiva, de coordenação, ritmo e de preensão e mobilidade do punho
Pular dentro do bambolê, ora com um pé e ora com os dois pés: atividade de integração bilateral e sequenciamento
Disparar água dentro do bambolê que está suspenso, respeitando as cores escolhidas ou pré-determinadas: atividade bimanual, de atenção, de coordenação, equilíbrio,…
Passar por dentro dos aros dos bambolês: atividade de coordenação motora grossa
Rolar o bambolê: atividade de coordenação, equilíbrio e integração bilateral
Confeccionar bambolês com mangueira transparente e encher elas com contas coloridas: atividade de confecção e de coordenação motora…bimanual, de atenção,…
Usar o bambolê como tear: atividade de confecção…de atenção….bimanual…de coordenação motora fina
Usar o bambolê preso na parede para  funcionar como a circunferência de um relógio: atividade de orientação temporal e de cognição….Pode ser usado também para trabalhar conceito matemático…
Usar bambolês como espaço para somatório matemático indicado no balão: atividade cognitiva
Usar os bambolês para trabalhar noção de conjuntos (intersecção, inclusive): atividade cognitiva

Quando o ruído é insuportável

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Como muitas pessoas, George Rue adorava música.

Ele tocou guitarra em uma banda. Ele participou de shows com freqüência.

Com 20 anos, ele começou a sentir uma dor surda em seus ouvidos depois de eventos musicais.

Depois de um concerto de blues quase nove anos atrás, “Eu saí com dor de ouvido terrível e toque, e minha vida mudou para sempre”, disse Rue, 45, de Waterford, Connecticut.

Ele percebeu tudo, mas os sons mais suaves como não apenas alto, mas doloroso. Doeu ouvir.

Agora, ele tem constante dor, ardor em seus ouvidos, juntamente com toque ou zumbido, tão alto que é “como um raio laser que corta uma folha de aço.” Ruído Todos os dias, como uma geladeira cantarolando, adiciona um sentimento de “agulhas de tiro em meus ouvidos “, disse o Sr. Rue, que evita situações sociais e foi entrevistado por e-mail porque fala pelo telefone provoca dor.

Mr. Rue foi dado um diagnóstico de hiperacusia, um termo inespecífico que tem definições variadas, incluindo “som sensibilidade”, “diminuição da tolerância de som”, e “um problema de tolerância loudness”.

Mas hiperacusia às vezes vem com dor de ouvido, também, uma condição médica mal entendido que está começando a receber atenção mais séria.

“Este é claramente um campo emergente”, disse Richard Salvi do Departamento de Doenças e Ciências comunicativas da Universidade de Buffalo e um consultor científico da Hiperacusia Research, um grupo sem fins lucrativos que financia a pesquisa sobre a condição. “É necessário mais trabalho para entender os sintomas, etiologia e mecanismos neurais subjacentes.”

Ruídos altos, mesmo quando eles não são dolorosas, pode danificar tanto as células sensoriais e fibras nervosas sensoriais do ouvido interno ao longo do tempo, causando deficiência auditiva, disse Charles M. Liberman, professor de otologia na Harvard Medical School, que dirige uma ouvir laboratório de pesquisa no Massachusetts Eye e Ear Infirmary. E para algumas pessoas que são suscetíveis, possivelmente por causa de uma combinação de genes que lhes dá “concurso” orelhas, conjuntos de ruído em movimento “uma resposta anômala”, disse ele.

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A prevalência de hiperacúsia, com ou sem dor, é desconhecido. Alguns estudos sugerem que 8 por cento das pessoas têm uma “intolerância incomum de sons ambientais comuns”, enquanto 2 por cento têm “hiperacusia problemático.”

Hiperacusia com a dor é uma “entidade fisiológica fundamentalmente diferente” do que o mero aumento da sensibilidade, disse o Dr. Liberman. O nervo auditivo contém fibras mielinizadas, que são usados ​​para perceber a sonoridade e a processar a fala, bem como os não mielinizadas. Embora não tenha sido comprovada, hiperatividade nestas fibras amielínicas pode ser responsável pelo aumento da sensação de dor em indivíduos afetados, disse ele.

A dor também pode resultar de receptores de dor no tímpano ou a partir dos pequenos músculos do ouvido médio ou articulações, disse o Dr. Salvi.

Um relatório recente no The American Journal of Audiology, financiado pelo Hiperacusia Research, juntamente com a Fundação de Saúde Auditiva, ressalta quão pouco se sabe sobre hiperacusia com dor induzida por ruído, ea terminologia confusa e enganosa em torno do estado.

“Palavras como” sensibilidade “fazer parecer que o som se sente um pouco mais alto ou mais forte”, disse Bryan Pollard, presidente da Hiperacusia Research. Mas quando a audição é ativamente doloroso “, buscando uma vida normal é impossível. Não há lugar na Terra sem som “.

Sofrem mal consegue se sentar em uma mesa de jantar, onde as vozes normais e pratos clanking pode causar dor de ouvido que perdura por horas, dias ou mais. A dor é muitas vezes acompanhada pela sensação de pressão conhecido como plenitude auricular, junto com o zumbido.

Três anos atrás, Ann Lesky, em seguida, um professor de matemática em Newton, Mass., Foi submetido a um lobo-apito meras polegadas de uma orelha. A dor era insuportável. Dentro de uma hora, o toque começou, assemelhando-se uma chaleira assobiando.

Lutando com a dor do ruído em sala de aula, a Sra Lesky teve que deixar seu trabalho. Dor, que ela descreve como “uma facada haste de aço e virando na minha orelha canal,” está sempre presente no seu mau ouvido. Zumbido assola ambas as orelhas.

Sons de rotina, como o sinal sonoro de um scanner loja ou um veículo que está fazendo backup, pode desencadear horas de dor adicional. “Ruídos Louder doer mais e duram mais tempo,” Ms. Lesky, 57, disse. “Eu sinto que estou ficando melhor, e então algum barulho me faz recuar.”

Ela consegue com tampões, earmuffs de proteção e fones de ouvido com cancelamento de ruído. “É difícil comunicar”, disse ela. “As pessoas pensam que eu sou rude.”

Surpresa ruídos são os mais difíceis de lidar, disse ela. “Eu estou sempre pensando, o ruído vai doer, e como posso evitá-lo? A qualidade da minha vida é quase insuportável. O silêncio é o meu único conforto. “

Como muitos pacientes, a Sra Lesky visitado vários médicos que buscam alívio. Nada ajudou. Uma ordenou uma ressonância magnética alto, o que levou a meses de aumento da dor e acrescentou outro tom zumbido permanente, como a quebra de vidro.

Os pacientes são por vezes prescritos drogas dor ou tratados com a terapia de som, em que o volume e a duração são aumentou lentamente para ajudar com a dessensibilização.

“Melhoria a curto prazo é enganadora”, disse Pollard de Hiperacusia Research, que visa educar fonoaudiólogos e especialistas orelha-nariz-garganta sobre “os fatos horríveis de como uma lesão ruído tipicamente se comporta eo que um paciente realmente experiências.”

“Recaídas significativas ocorrem com nova exposição ao ruído”, disse ele. “Nós continuamos a ouvir de pessoas que seguem a maus conselhos que recebem e que vão de volta para o mundo, confuso e se machucar ainda mais.”

Fonte:http://ht.ly/Gs4EJ

Brincadeiras de “Peek-a-boo” sensorial

Michele Senra

Peek-a-boo são as brincadeiras de procurar e achar. As famosas brincadeiras que realizamos com bebês de cobrir o rosto e depois de descobri-lo dizer: “Achou”.

Segue abaixo algumas atividades de Peek-a-boo de base sensorial:

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Em recipientes com tampa, colar diversas texturas. Pode explorar com as mãos e os pés.

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Varie também as posições da placa. Você também pode fazer de cores, figuras de animais, pode fazer essa brincadeiras usando sons, enfim, use e abuse da criatividade!

Musicoterapia para a mãe e para o bebê

Enriquece o desenvolvimento físico, emocional e intelectual do bebê e relaxa a mãe. Quando um bebê, ainda no ventre de sua mamãe, escuta clássicos como  Mozart, Bach e Vivaldi, seu ritmo cardíaco se relaxa, segundo observaram muitos especialistas. O ritmo dessas canções induz a estados de serenidade.

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Rosa Elena Valderrama, ex-decana do Colégio de Obstetras do Peru, revelou que, segundo sua experiência, a música pode ajudar a mulher grávida a superar seus problemas e chegar a ter um bebê saudável. A musicoterapia, segundo ela, enriquece o desenvolvimento físico, emocional e intelectual do bebê. Também se utiliza em crianças hiperativas, depressivas, agressivas, e é muito útil no tratamento de crianças autistas para ajudá-las a vencer seu isolamento e modificar modos de comportamento. As crianças com deficiências psíquicas se beneficiam com a musicoterapia.

A musicoterapia e o bebê

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Muitas mullheres, durante a gravidez, podem sofrer uma carga emocional negativa que se traduz em mal estar, insegurança em relação a si mesma ou do meio em que vive, medos, frustração ou sensação de fracasso. Sem querer, elas estarão transmitindo tudo isso ao bebê que está para nascer, convertendo-o em um bebê medroso ou inseguro em si mesmo. Nesses casos, a musicoterapia representa um importante papel. O de estimular uma conexão mais profunda entre mãe e filho, e bridando-os com a tranquilidade e o auto controle.

O bebê que escutou música de maneira ordenada e sequencial durante a gestação, recebe melhor a lactância materna e seus outros alimentos, dorme mais e chora menos, já que criou vínculos afetivos positivos com sua mãe através da música. Antes de nascer, o bebê é capaz de ouvir, sentir ou aprender, sonhar, rir, memorizar e reagir com seus movimentos. Também percebe todos os sons que chegam através de sua mamãe, das batidas do coração, da respiração, circulação, digestivos, fetais, assim como do líquido amniótico. A música promove a inteligência musical e tem um efeito relaxante. A formação da personalidade começa a se desenvolver através de belas melodias, estimulando a criatividade, a concentração e a coordenação da criança que está para nascer.

A musicoterapia durante a gravidez

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A musicoterapia traz benefícios não somente ao bebê, como também à mãe que está grávida. A estimulação pré-natal auditiva consegue um maior relaxamento da mulher durante o trabalho de parto, reduzindo seu nível de ansiedade, dando-lhe maior autocontrole sobre a dor e consciência sobre as sensações físicas. Ao diminuir o estresse na hora do parto, também ajudará que o bebê nasça envolvido de mais serenidade. A musicoterapia regula o estado de ânimo, alegra e suaviza os estados de tensão, estresse, e depressão. Também melhora a aprendizagem, a coordenação e a resistência física.

Como aplicar a musicoterapia

A musicoterapia é uma ferramenta fundamental para trabalhar com o bebê durante a gestação. Alguns obstetras utilizam essa terapia à gestante de forma individual, em grupo, ou no casal. Em regra geral, é um musicoterapeuta que se encarrega de orientar e formar a mulher, para que entre outras coisas, possa desfrutar plenamente da sua gravidez, participando, escutando, e expressando as sensações físicas que provoca a música. A musicoterapia também pode ser trabalhada em conjunto com o próprio obstetra da mulher. Para isso, deve-se contar com uma consulta semanal de aproximadamente uma hora. A partir do quarto mês de gestação, o bebê já tem seu aparelho auditivo desenvolvido. Esse é o melhor momento para começar com a terapia. Em casa, a futura mamãe também pode seguir com a terapia. Comece escolhendo uma música serena e melodiosa. As canções de Mozart, especialmente, são as mais recomendadas. Escute-as com paciência, e depois poderá cantá-la para o bebê. Isso favorecerá o vínculo da mãe e o bebê. Se estiver grávida e deseja ter essa experiência, consulte seu obstetra.

Fonte: http://www.diminuti.com.br/caracolando/musicoterapia-para-a-m-e-e-para-o-bebe

A nova peça do quebra-cabeça do autismo

Neuroscientistas encontram dois distúrbios raros relacionados com o autismo que são causadas por mau funcionamento no cérebro.

Anne Trafton

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A maioria dos casos de autismo não são causados ​​por uma única mutação genética. No entanto, vários transtornos com sintomas de autismo como, incluindo a síndrome do X Frágil raro, pode ser atribuída a uma mutação específica. Vários anos atrás, MIT neurocientista Mark Urso descoberto que esta mutação leva à produção excessiva de proteínas encontradas nas sinapses do cérebro – as conexões entre os neurônios que permitem que eles se comuniquem uns com os outros.

Em um artigo publicado hoje na Nature , Urso e seus colegas têm mostrado agora que a esclerose tuberosa, uma outra doença rara caracterizada pelo autismo e retardo mental, é causada pelo mau funcionamento oposto – muito pouco síntese dessas proteínas sinápticas.

Embora as descobertas podem parecer contra-intuitivo, eles se encaixam na teoria de que o autismo pode ser causado por uma ampla gama de falhas do cérebro sinapse, diz Bear. “O conceito geral é que a função cerebral adequada ocorre dentro de uma faixa muito estreita fisiológica que é rigidamente mantida”, diz ele. “Se você exceder a faixa em qualquer direção, você tem uma deficiência que pode se manifestar como esta constelação de sintomas, o que muito frequentemente, vão juntos -. Transtorno do espectro do autismo, deficiência mental e epilepsia”

Além disso, o estudo sugere que quaisquer potenciais fármacos desenvolvidos para tratar as origens celulares do autismo teria de ser cuidadosamente combinados para o paciente para garantir que eles fazem mais bem do que mal. Medicamentos desenvolvidos para tratar a síndrome do X frágil têm mostrado resultados animadores em estudos em seres humanos e estão atualmente em fase III de ensaios clínicos.

Estabelecendo conexões

Bear, o Professor Picower of Neuroscience e membro do Instituto Picower do MIT para a aprendizagem e memória, não se propôs a estudar o autismo ou a síndrome do X Frágil, mas acabou descobrindo como Fragile X desenvolve através de seus estudos de um receptor encontrado na superfície de neurônios.

Esse receptor, conhecido como mGluR5, desempenha um papel importante na transmissão de sinais entre dois neurónios em uma sinapse (conhecido como os neurónios pré-sinápticos e pós-sinápticos). Quando a célula pré-sináptica libera um neurotransmissor chamado glutamato, que se liga ao mGluR5 no neurónio pós-sináptico, provocando a síntese de novas proteínas sinápticas. Proteína X Frágil (FMRP) age como um freio nesse síntese de proteínas.”O nível apropriado de síntese de proteínas é gerado por um equilíbrio entre a estimulação por mGluR5 e repressão por FMRP”, diz Bear.

Quando FMRP está perdido, há a síntese de proteínas demais, o que leva aos sintomas observados na síndrome do X Frágil: dificuldades de aprendizagem, comportamento autista e convulsões. Bear e outros mostraram, depois, que o bloqueio mGluR5 nos camundongos pode reverter esses sintomas.

Depois de fazer a ligação entre X Frágil e mGluR5, Bear e seus colegas começaram a se perguntar se mGluR5 hiperatividade também pode causar outras síndromes de um único gene que produzem sintomas do autismo. Eles começaram a sua investigação com esclerose tuberosa (TSC).

Os pesquisadores, incluindo co-autores Benjamin Auerbach, um estudante de pós-graduação em ciências cerebrais e cognitivas, e investigadora Emily Osterweil, sentiu-se confiante na sua hipótese de que eles iriam ver um defeito sináptico semelhante em TSC como tinham visto no X. Na verdade Fragile , quando apresentou seu pedido de financiamento para o estudo, “os nossos colaboradores pensei que estávamos sendo muito conservadora, porque parecia-lhes que a resposta era tão óbvia, era quase vale a pena fazer a experiência,” lembra Bear.

No entanto, a equipe encontrou o exato oposto do que eles e os usuários tinha esperado. As duas doenças “parecem ser imagens de espelho um do outro”, diz Bear. Em camundongos com TSC, sinapses têm muito pouco a síntese de proteínas – assim, em vez de melhorar, quando tratados com uma droga que inibe a mGluR5, os animais respondem a uma droga que estimula. tratamentos adaptados

Os resultados mostram que nem todos os casos de transtorno do espectro do autismo vai responder ao mesmo tipo de tratamento, diz Bear. “Este estudo identificou um eixo funcional, e será importante saber onde a paciente encontra-se neste eixo de conceber a terapia que será eficaz”, diz ele. “Se você tem um distúrbio de muito pouco a síntese de proteínas, você não quer para inibir o receptor neurotransmissor que estimula a síntese protéica, e vice-versa.”

Isso não deveria ser surpreendente, diz ele, ressaltando que o desenvolvimento psiquiátrico de drogas encontrou as mesmas dificuldades, pois os distúrbios como o transtorno bipolar e esquizofrenia têm origens tão variadas. No caso do autismo, os pesquisadores esperam que a identificação das causas dos distúrbios de um único gene pode ajudá-los a descobrir como tratar outras formas de autismo que pode ter origens semelhantes.

“Nós temos uma enorme vantagem de realmente de descer para o que realmente está errado no cérebro nessas doenças”, diz Bear. “É claro que nós gostaríamos de fazer é ser capaz de ir por essas causas conhecidas raros de autismo, que podem ser responsáveis ​​por, no máximo, 10 por cento dos casos de autismo, em autismo idiopático – autismo de causa desconhecida – e tentar ter algum Esperamos de selecionar a terapia certa para aqueles indivíduos. “

Atualmente não há bons testes para os quais marcadores genéticos um paciente autista em particular pode ter, mas se as drogas que inibem e / ou estimulam mGluR5 são aprovados, os cientistas podem ser capazes de identificar quais pacientes autistas responder a quais drogas e tente identificar um biomarcador naqueles pacientes que poderiam ser utilizados em ensaios de diagnóstico do futuro.

“Vai ser muito importante para determinar o mecanismo de como uma determinada mutação atua em um nível molecular, para que o tratamento pode ser adaptado para cada paciente”, diz Melissa Ramocki, um professor assistente de neurologia pediátrica do Baylor College of Medicine, que era não envolvidos neste estudo. Estudos como este são “exatamente o tipo de trabalho que precisa ser feito para compreender os mecanismos moleculares, porque os tratamentos serão tão diverso”, diz ela.

Bear e seus colegas estão agora a estudar outras doenças monogênicas, incluindo a síndrome de Angelman e síndrome de Rett, para ver se eles também afetam a atividade mGluR5. Eles também estão tentando descobrir, com mais detalhes, as etapas no caminho mGluR5 / proteína-síntese.

Fonte: http://newsoffice.mit.edu/2011/autism-1123

O autismo como um transtorno de predição

Os pesquisadores sugerem que o autismo resulta de uma redução da capacidade de fazer previsões, levando a ansiedade.

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O autismo é caracterizado por diversos sintomas: dificuldade em interagir com os outros, comportamentos repetitivos e hipersensibilidade a sons e outros estímulos. Neurocientistas do MIT têm apresentado uma nova hipótese que é responsável por esses comportamentos e podem fornecer uma base neurológica para muitas das características díspares da desordem.

Os pesquisadores sugerem que o autismo pode estar enraizado em uma diminuição da capacidade de prever eventos e ações de outras pessoas. Do ponto de vista da criança autista, o mundo parece ser um “mágico” em vez de um lugar em ordem, porque os acontecimentos parecem ocorrer de forma aleatória e imprevisível. Nessa visão, os sintomas de autismo, como comportamento repetitivo, e uma insistência em um ambiente altamente estruturado, são estratégias de enfrentamento para ajudar a lidar com este mundo imprevisível.

Os pesquisadores esperam que esta teoria unificadora, se validado, poderia oferecer novas estratégias para o tratamento do autismo.

“De momento, os tratamentos que têm sido desenvolvidos são accionados pelos sintomas finais. Estamos sugerindo que o problema mais profundo é um problema de insuficiência de previsão, de modo que devemos abordar diretamente essa capacidade “, afirma Pawan Sinha, um professor do MIT de cérebro e ciências cognitivas e principal autor de um artigo descrevendo a hipótese de nos Anais da Academia Nacional de Ciências , esta semana.

“Eu não sei o que as técnicas que seria mais eficaz para melhorar as habilidades de previsão, mas seria, pelo menos, defender o alvo de uma terapia sendo habilidades preditivas em vez de outras manifestações de autismo”, acrescenta.

O autor sênior do papel é Richard Held, professor emérito do Departamento de Ciências Cerebrais e Cognitivas. Outros autores são afiliadas de pesquisa Margaret Kjelgaard e Sidney Diamante, postdoc Tapan Gandhi, técnicos associados Kleovoulos Tsourides e Annie Cardinaux, e pesquisador Dimitrios Pantazis.

Lidar com um mundo imprevisível

Sinha e seus colegas começaram a pensar sobre as habilidades de previsão como uma possível sustentação para o autismo com base em relatos de pais que seus filhos autistas insistem em, um ambiente previsível muito controlada.

“A necessidade de uniformidade é uma das características mais uniformes de autismo”, diz Sinha. “É um pequeno passo de distância do que a descrição de pensar que a necessidade de mesmice é outra maneira de dizer que a criança com autismo precisa de uma definição muito previsível.”

A maioria das pessoas pode rotineiramente estimar as probabilidades de determinados eventos, como provável comportamento de outras pessoas, ou a trajetória de uma bola em voo. A equipe do MIT começaram a pensar que as crianças autistas podem não ter as mesmas habilidades computacionais quando se trata de previsão.

Este défice hipotético poderia produzir vários dos sintomas do autismo mais comuns. Por exemplo, comportamentos repetitivos e insistência na estrutura rígida têm sido mostrados para aliviar a ansiedade produzidos pela imprevisibilidade, mesmo em indivíduos sem autismo.

“Estes podem ser tentativas proativas por parte da pessoa para tentar impor alguma estrutura em um ambiente que de outra forma parece caótico”, diz Sinha.

Habilidades de previsão de deficiência também ajudaria a explicar por que as crianças autistas são muitas vezes hipersensibilidade a estímulos sensoriais. A maioria das pessoas são capazes de se acostumar a estímulos sensoriais em curso, como os ruídos de fundo, porque eles podem prever que o ruído ou outro estímulo provavelmente vai continuar, mas as crianças autistas têm muito mais dificuldade em habituar.

“Se não conseguimos habituar com os  estímulos, então o mundo se tornaria esmagadora muito rapidamente. É como se você não pode escapar esta cacofonia que está caindo em seus ouvidos ou que você está observando “, diz Sinha.

As crianças autistas muitas vezes também têm uma reduzida capacidade de entender os pensamentos de outra pessoa, sentimentos e motivações – “. Teoria da mente” uma habilidade conhecida como A equipe do MIT acredita que isso poderia resultar de uma incapacidade para prever o comportamento de outra pessoa com base em interações passadas. Pessoas com autismo têm dificuldade em utilizar este tipo de contexto, e tendem a interpretar o comportamento com base apenas no que está acontecendo nesse exato momento.

Leonard Rappaport, chefe da divisão de medicina de desenvolvimento do Hospital Infantil de Boston, diz que acredita que a nova teoria é “um conceito de união que poderia nos levar a novas abordagens para a compreensão da etiologia e talvez levar a completamente novos paradigmas de tratamento para esta doença complexa. “

“Esta não é a primeira teoria para explicar o complexo de sintomas que vemos todos os dias em nossos programas clínicos, mas parece que para explicar mais do que vemos do que outras teorias que explicam os sintomas individuais”, diz Rappaport, que não esteve envolvido no investigação.

O tempo é tudo

Os pesquisadores acreditam que as crianças diferentes podem apresentar diferentes sintomas de autismo com base no calendário do impairment preditiva.

“No intervalo milissegundo, que seria de esperar para ter mais de uma deficiência na linguagem”, diz Sinha. “Nas dezenas de gama milissegundos, pode ser mais de um comprometimento motor, e no intervalo de segundos, você pode esperar para ver mais de um comprometimento social e planejamento.”

A hipótese também prevê que algumas habilidades cognitivas – aquelas mais baseada em regras do que na previsão – deve permanecer ileso, ou até mesmo ser reforçada, em indivíduos autistas. Isso inclui tarefas como a matemática, desenho e música, que muitas vezes são pontos fortes para crianças autistas.

Espaço Penha - Atividade para estimular controle de força sobre instrumento

Espaço Penha – Atividade para estimular controle de força sobre instrumento (Propriocepção/Tátil) – Michele Senra

Alguns estudos anteriores têm tentado determinar quais partes do cérebro estão envolvidas em fazer previsões. Até agora, os candidatos mais fortes são os gânglios da base, o núcleo accumbens, eo cerebelo – estruturas que são, muitas vezes estruturalmente anormal em pacientes autistas. “É uma ligação muito hesitante no momento, mas eu acho que esta é uma linha de investigação frutífera para o futuro”, diz Sinha.

A equipe de Sinha já começou a testar alguns elementos da hipótese de previsão de déficit.Os resultados iniciais de um estudo sugerem que as crianças autistas têm uma deficiência na habituação a estímulos sensoriais; em outro conjunto de experimentos, os pesquisadores estão testando a capacidade das crianças autistas de rastrear objetos em movimento, como uma bola. “A hipótese está nos guiando para estudos muito concretos”, diz Sinha.”Esperamos contar com a participação das famílias e crianças tocadas pelo autismo para ajudar a colocar a teoria à prova.”

A pesquisa foi financiada pelo Centro Simons para o cérebro social no MIT e da Iniciativa de Pesquisa em Autismo Simons Foundation.

Fonte: http://newsoffice.mit.edu/2014/autism-disorder-prediction-anxiety-1007

Movimentos minuciosos de crianças autistas e seus pais fornecem indício de gravidade do desvio

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Os pesquisadores mediram os movimentos minutos como participantes repetidamente tocou um ponto em uma tela sensível ao toque.

Crédito: Cortesia da imagem da Universidade de Indiana

Imperceptíveis variações nos padrões de movimento entre os indivíduos com transtorno do espectro do autismo são importantes indicadores da gravidade da doença em crianças e adultos, de acordo com um relatório apresentado no 2014 Society for Neuroscience reunião anual em novembro.

 

Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Indiana e relatório Universidade Rutgers desenvolvendo uma maneira quantitativa para avaliar essas variações de outra forma ignoradas em movimento e vincular essas variações para um diagnóstico.

“Esta é a primeira vez que temos sido capazes de caracterizar explicitamente subtipos de gravidade no transtorno do espectro do autismo”, disse Jorge V. José, Ph.D., vice-presidente de pesquisa na Universidade de Indiana e do James H. Rudy Professor de Física em a IU Bloomington College of Arts and Sciences. “Nós também determinamos que um padrão existe nas variações de movimento, em alguns casos entre crianças com autismo e seus pais, levando-nos a supor que a genética desempenha um papel nos padrões de movimentos.”

Em um estudo cego, José, que também é professor de fisiologia celular e integradora na UI School of Medicine, e co-investigador principal Elizabeth B. Torres, Ph.D., professor assistente no Departamento de Psicologia na Escola de Artes e Ciências da Universidade de Rutgers, ligados sensores de movimento de alta sensibilidade para os braços dos participantes do estudo para acompanhar os seus micro-movimentos como eles se e recolhe a sua mão para tocar um local específico em uma tela de toque.

Usando analytics eles desenvolveram, Drs. José e Torres, juntamente com Di Wu, um Ph.D. estudante de graduação no laboratório de José no departamento de física da IU Bloomington, avaliaram os picos locais na velocidade – tradicionalmente considerados como ruído nos dados. Os sensores registrados 240 movimentos por segundo para as 30 pessoas com autismo, oito adultos saudáveis ​​e 21 pais de crianças com autismo testado. Os participantes foram convidados a tocar em um ponto em uma tela que se move continuamente cerca de 100 vezes consecutivas.

“Estas variações na velocidade de movimento da mão produziu um padrão que agrupado em regiões específicas de um gráfico que produziu métricas que poderíamos usar – não só em crianças com autismo, mas em seus pais”, disse Torres. “As pessoas com autismo são conhecidos a ter problemas com o sensor de seus movimentos corporais e de seu corpo em geral. Nossa pesquisa anterior mostrou que os padrões aleatórios de sua velocidade foram significativas. O que não esperava era encontrar aleatórias, as flutuações de velocidade minutos durante o própria ação intencional, muito menos identificar este tipo de tremor intencional em alguns dos seus pais “.

Esta conclusão foi parte do relatório apresentado pelo Wu na Sociedade de Neurociência reunião em novembro com a participação de mais de 32.000 cientistas de 2014.

“Em adultos saudáveis, as flutuações de minutos na velocidade de seus movimentos, que chamamos de pontos periféricos ou p-spikes, normalmente ocorrem no início ou no final do exercício de extensão de braço”, disse Wu. “Eles mostram muito poucas p-picos durante a ação real, como a mão acelera ou desacelera em rota para o alvo. No entanto, as crianças saudáveis, nos 3 a 5 anos de idade, faixa de ter padrões aleatórios da P-spikes , assim como os adultos e crianças com transtorno do espectro do autismo “.

O que isso sugere, segundo os pesquisadores, é que a P-spikes normalmente se tornar mais organizado com a idade em indivíduos com desenvolvimento típico. Mas, em crianças e adultos com autismo, os picos de p-permaneceu aleatória. Os pesquisadores testaram as pessoas com autismo entre as idades de 3 e 30 e identificou uma ausência de transição que as crianças com desenvolvimento típico submetem depois de 4 ou 5 anos de idade.

Os pesquisadores também testaram 14 mães e sete pais que têm uma criança com autismo. Ao avaliar o ruído a partir dos dados produzidos a partir dos pais, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que alguns dos pais tinham aleatórios p-spikes agrupamento no gráfico semelhante ao de seus filhos.

“Esta descoberta sugere que a genética pode desempenhar um papel nos padrões de p-pico”, disse Wu. “Vamos precisar de explorar ainda mais este resultado em outras populações com transtornos do desenvolvimento neurológico das origens genéticas conhecidas e sua família a compreender melhor os resultados surpreendentes.”

Drs. José Torres e disse que os padrões de p-pico são úteis para determinar a gravidade da doença.

“Normalmente, as crianças ficam mais coordenada à medida que envelhecem, mas descobrimos que as crianças com autismo e os adultos com autismo todos produzidos p-pontos aleatórios que mostram que eles não transição como elas se desenvolvem”, disse José. “Nós também encontraram uma correlação entre a aleatoriedade da plataforma P-spikes e da gravidade do transtorno autista. Entre aqueles com autismo, os mais aleatórios seus p-spikes, a capacidade de linguagem inferior falado que eles tinham em geral.”

Fonte da história:

A história acima é baseada em materiais fornecidos pela Universidade de Indiana .Nota: Os materiais podem ser editadas para o conteúdo e extensão.

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