Sugestão para desenvolver esquema corporal

Por Michele Senra

– Musicalização com as partes do corpo:

“Cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé…..”  – a Xuxa fez uma gravação dessa música em um dos “Xuxa só para baixinhos”.

Outra dica que minhas crianças AMAM! É a música da Dona Aranha. Vou explicar melhor.

Eu tenho uma aranha de vinil com uma cordinha de nylon preta. Quando começo a cantar a música da Dona Aranha, eles sempre tentam tomar de mim, aí eu jogo ela no chão e crio um rápido suspense e digo: Tem uma aranha no pé do……(nome da criança) Xô dona aranha. E por aí vai as outras partes do corpo. Elas morrem de rir, e mesmo quando não falam as partes do corpo, elas pegam a dona aranha e me mostram em que parte do corpo ela foi parar.

kau 3 kaua 2 kaua

 

Aqui meu aluno representou a música com a aranha de vinil, colocou a aranha subindo a parede.

– movimentar o corpo ao som de música. Claro deve-se ter em mente que algumas crianças ainda não estão nesse nível de engajamento.

Bjs e até a próxima.

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Ideias de estimulação sensorial aliado à música para trabalhar com crianças com autismo

Por Michele Senra

Estou sempre em busca de melhorar minhas habilidades como professora de musicalização. Descobrir ideias eficazes para envolver crianças autistas através da música é sempre divertido e motivador.

As crianças que trabalho no CORA e aula particular, são em sua maioria autistas e aspergers. À começar pelo meu filho que tem autismo leve, que sempre me serviu como parâmetro sobre a síndrome. Nessa minha caminhada como mãe e no meu trabalho com o CORA, percebi e aprendi sobre as necessidades sensoriais que nossas crianças apresentam. Então, conversando com minha amiga Adriana Fernandes, Fonoaudióloga e especialista DIR/Floortime, pude perceber como essa abordagem pode ser uma forte aliada ao trabalho com música. E desde então tenho me aprofundado no assunto para melhor atender às necessidades dos meus alunos.

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Tenho alguns alunos que ficam pulando e batendo em coisas, em busca de estímulos sensoriais. Procuro neste caso, proporcionar uma experiência sensorial oferecendo a esse aluno saltar no trampolim, ou saltar na bola suíça, eles adoram. Assim fica mais fácil o engajamento nas atividades musicais.

A criança recebe um input proprioceptivo e vestibular saltando na bola. Com a música que canto enquanto ela pula, no ritmo da música, consigo um bom contado ocular e às vezes consigo que ela cante comigo alguns trechos. Por incrível que pareça uma atividade onde a criança está em movimento, pode proporcionar uma interação muito produtiva e benéfica para as crianças. Com a bola podemos fazer outras atividades relaxantes como deitar sobre ela, rola para cima e para baixo, e etc.

Uma das premissas do Floortime é a motivação. A criança motivada consegue interagir com pais e terapeutas. Segundo Greespan: “Nós realmente precisamos mudar essa dicotomia histórica da cognição por um lado, as emoções, por outro lado, e perceber que nossas emoções são o combustível que dão origem ao comportamento social, mas também a diferentes níveis de inteligência”

É por isso que amo música, porque ela por si só já um agente motivador, e desenvolve diversas habilidades e estimula a criatividade.

Em breve postarei outras dicas. Até breve! Bjs

Atividade com bolhas de sabão

Crianças com autismo, principalmente as de grau moderado e severo, têm muita dificuldade de interação, atenção compartilhada, pouco contato visual…

Para alguns dos meus alunos, tem uma atividade que costuma chamar a atenção deles. Uso essa atividade para relaxamento ou mesmo para que a criança olhe pra mim.

bolha-de-sabao

Eu canto a canção “Bolinha de sabão” do Palavra Cantada, enquanto sopro as bolinhas. Na música original eles não terminam a palavra sabão:

“Olha lá uma bolinha de sa….

E vem outra bolinha de sa….

uma, dua, três são bolinhas

Eu adoro uma bolinha de sa-bão”

A primeira vez eu canto com a palavra completa que é para uma melhor compreensão. Depois eu faço como a canção original, criando uma expectativa. Algumas crianças completam, outras só sorriem e por aí vai. Essa brincadeira é ótima para o exercício de linguagem também.

Experimente essa atividade e depois me conta como foi. Bjs

Jovem ensina música a autistas em Orquestra de Violoncelos na Amazônia

Os alunos são crianças e jovens com dificuldades de aprendizado e autistas. Solidariedade compartilhada por menino de 13 anos que em seu tempo livre ensina os colegas iniciantes.

Ele era só um caboclinho pobre, de 10 anos, quando conheceu o teatro, em Belém. Requinte e opulência dos tempos áureos da borracha.

“Olhei para cima e fiquei assim mesmo maravilhado com aquilo, nunca tinha entrado, já ouvia falar, mas não pensava que fosse uma coisa assim bonita, que a gente vê em filme”, conta o músico Robson Navegante. Continuar a ler

Música estimula comunicação de autistas com o mundo

Da Folha Online

A área de atuação do musicoterapeuta é diversificada. Pode se dedicar a autistas, deficientes mentais, pessoas com distúrbios neurológicos,
empresas, escolas ou meninos de rua.

A musicoterapia aplicada em autistas tem dado resultados positivos. A música é a única ponte de comunicação possível para os portadores deste tipo de transtorno neurológico.

Nesses pacientes, a música não verbalizada é decodificada no hemisfério direito do cérebro (subjetivo e emotivo). Ela se move até o centro de respostas emotivas, localizado no hipotálamo, e passa para o córtex (responsável pelos estímulos motores e do intelecto). Continuar a ler

Jovem autista que mal consegue se comunicar com palavras grava álbum como cantor

Kyle solta a voz no estúdio

O jovem Kyle Coleman sofre de autismo. Ele mal consegue se comunicar e faz isso usando poucas palavras. Mas quem o conhece sabe bem do talento dele. Tanto que o britânico está iniciando a carreira de cantor e se prepara para lançar o primeiro disco.

O britânico foi diagnosticado com autismo aos três anos e sempre se expressou com poucas palavras. O talento de Kyle foi descoberto quando ele começou a fazer terapia musical, em 2009.

Nas aulas, a terapeuta Carine Kelley percebeu que a música era um jeito instintivo que Kyle encontrou para expressar as emoções. E descobriu também que o britânico tinha um talento enorme para cantar. Continuar a ler

Ludicidade e percepção sonora

Música e ludicidade devem andar juntos!

Associe os personagens de suas canções a objetos que o representem. Assim a criança compreende melhor sua relação com os sons, e até mesmo com o instrumento sonoro. Permita que seu aluno sempre VIVENCIE a música e compartilhe de todo o seu material. Sentir, tocar, INTERAGIR garantem uma aprendizagem mais efetiva. Continuar a ler