O poder da brincadeira: “Terapia Floortime” para crianças com autismo

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A importância da brincadeira para as crianças é um fato. Os benefícios da ligação, se divertindo, e oportunidades para aprender novos conceitos, como o compartilhamento, são essenciais para a relação pai-filho. Mas como isso afeta o cérebro? De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de York em Toronto, Floortime tem a capacidade de ajudar as crianças com autismo .

Crianças com autismo apresentam sintomas variados, dependendo de onde eles se encontram no espectro do autismo, mas os sintomas principais são exibidos nas seguintes áreas:

  • As interações sociais
  • Relacionamentos
  • Comunicação
  • Interesse limitado nas atividades e brincadeiras

Universidade de York selecionaram 51 famílias com crianças de 2 a 5 anos de idade que foram diagnosticadas com autismo moderado a grave a participar de um estudo sobre o poder do jogo. “O objetivo do estudo foi o de pesquisar e entender o que estava acontecendo na rede do cérebro social”, disse o professor Stuart Shanker, investigador da ligação. “Todas as crianças têm o desejo de interagir. É a essência do ser humano, mas o autismo pode fazer a interação ser dolorosa e desagradável. Queríamos identificar os estressores e reduzi-los. “

Para a coleta de dados de base, as crianças foram observadas brincando com seus pais antes da terapia Floortime. Durante esta sessão, os pesquisadores descobriram que muitas crianças não se envolviam com os pais, mesmo quando provocado com ações lúdicas e ruídos. As Crianças não faziam contato visual e jogavam por si mesmos. As crianças também participaram de varreduras do cérebro para monitorar a atividade em diferentes partes do cérebro. Na maioria das crianças, a amígdala, ou a parte do cérebro que processa a ansiedade e o medo, era muito, muito ativa. Por outro lado, o lobo frontal, que processa as expressões faciais e emoções dos outros, foi subutilizado.

Uma vez que o estudo começou, as famílias foram obrigadas a assistir a uma sessão de 2 horas de terapia “Floortime” semanal na universidade. As sessões consistiam de terapeutas e famílias recebendo até ao nível da criança e aprender a tocar. Além disso, as famílias foram obrigadas a realizar 20 horas de Floortime em casa por semana.

Depois de um ano de terapia Floortime, os pesquisadores reavaliaram os participantes. Durante esta observação, as crianças pareciam muito mais engajadas durante o jogo. Eles estavam usando a linguagem para direcionar os pais na ação e comentando sobre ambos os pais e as suas próprias ações. Durante os exames cerebrais de acompanhamento, as crianças mostraram um uso muito mais relaxado Amídala e mais pesado do lobo frontal. Essencialmente, o cérebro mostrou sinais de que está sendo “religado”.

“Esses estudos são os tipos de coisas que precisamos”, disse Shanker. “Precisamos trazer a criança para o nosso mundo social, de modo que a criança torna-se um agente social ativa. Nós não queremos que uma criança de responder porque ele é condicionado. Queremos que ele responde porque é divertido. “

Para saber mais sobre o estudo e seus participantes,

visite: http://www.cbc.ca/player/News/TV+Shows/The+National/ID/2220343281/ .

 

Fonte: http://presencelearning.com/blog/power-play-floortime-therapy-children-autism/

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Aprendendo as formas através do movimento

Por Michele Senra

Aprender as formas geométricas é importante no processo de aprendizagem da matemática. Algumas crianças são fixadas em formas. Tenho um menino, muito fofo, o Biel, que adora formas geométricas, e aproveito este interesse para trabalhar diversas habilidades. Por exemplo: trabalhando a leitura das notas musicais como símbolos, usei as formas para representar cada nota. Outra atividade é de criar desenhos com cada forma e expandir a comunicação através desta atividade. Entre muitas outras.

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Espaço Penha – Sequenciamento de notas ascendentes simbolizando com formas geométricas

Outra forma de ensinar as formas é através do movimento:

1- Tatear as formas. Faça com fita isolante no chão para que a crianças passe a mão pela forma e fale com a criança sobre a forma. Crie situações prazerosas de interação e comunicação. Crie música sobre aquela forma. Você pode usar os pés também e fazer movimentos cantando.

 

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2- Pista de carrinho. Passar o carrinho nas linhas da forma.

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3 – Use a imaginação e brinque, movimente-se, crie à vontade.

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A importância dos jogos e brincadeiras musicais para o desenvolvimento de crianças com TEA

Por Michele Senra

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Sabemos que a maioria das crianças com autismo, possuem uma fraca capacidade simbólica. Para se fazer uma abstração é necessário que vivenciamos experiências. Como vivenciar algo do qual estamos alheios ao nosso redor? Brincar com seu filho é uma oportunidade de ajudá-lo a compreender regras, fazer uso da imaginação, desenvolver a comunicação e socialização.

Algumas crianças conseguem alcançar tais capacidades, mas com algumas restrições. A tendência a inflexibilidade pode ser grande. Tenho uma menina muito matreira, Manu, dentro do diagnóstico do TEA. Dias desses, numa atividade com bolas de guizo, ela colocou as bolas dentro de um pequeno balde e começou a brincar que estava carregando os doces. Na mesma hora, aproveitei e disse que poderíamos brincar de chapeuzinho vermelho e lobo mau. Quando falei que eu seria o lobo, ela começou a protestar:

– Você não pode ser o lobo.

– Porquê? Eu finjo que sou o lobo mau e você vem visitar a casa da vovó. – Respondi

– Você não pode ser o lobo mau porque você é rosa.

Comecei a rir porque não tenho a pele rosada e nem tão pouco minha roupa era rosa. Teria relação com o rosa como representação do sexo feminino? Depois ela continuou:

– Eu não posso ser a chapeuzinho porque sou uma menina de verdade e não de mentirinha.

Outro ponto importante a se pensar, porque bolinhas guizo para ela representam doces, mas eu e ela não podemos ser personagens de conto de fadas?

Por tanto, listei abaixo algumas informações sobre a importância dos jogos e como poderíamos ajudar crianças como a Manu, na quebra da inflexibilidade imaginativa.

 Jogos e brincadeiras musicais

Objetivos gerais de aprendizagem

– interagir e comunicar-se intencionalmente, com mais sucesso, e com mais prazer;

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– comunicar-se usando palavras, gestos, olho no olho, expressões faciais e linguagem corporal;

– Imitar o que os outros fazem, incluindo ações, palavras, melodia de voz e estilo pessoal;

–  gostar de brincar e interagir com outras pessoas por longos períodos de tempo;

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Jogos e brincadeiras musicais
Objetivos Específicos

Gerenciando atenção
– Estar cada vez mais consciente de que o parceiro de jogo está olhando, fazendo, sentindo e tentando realizar

– Demonstrar conhecimento e interesse na   interação social

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Comunicação

Compreender e utilizar gestos não verbais, como a cabeça treme e acenos, ondas, e apontamento.

– Comunicar o desejo de acabar com uma atividade de forma adequada

– Solicitar com palavras, gestos, imagens ou olho no olho

– Chamar os outros

– Pedir ajuda

– Compreender e seguir instruções verbais

– Comunicar brincadeira com a expressão facial, a proximidade do corpo, o olhar, e o tom de voz

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Gerenciando Emoções
– Para ficar emocionalmente regulado (acalmar), quando os outros disserem não.

– Para ficar emocionalmente regulado (acalmar) quando as coisas inesperadas acontecerem.

-Para participar em atividades lúdicas com brincadeiras

 

  Iniciação e fazer escolhas
– Para fazer uma escolha entre duas ou mais opções quando fornecido com fotos ou dado uma escolha verbal

– Para iniciar jogos com ações, palavras ou imagens

– Para discutir e escolher entre duas ou mais opções

 Cooperação

¨Seguir rotinas dentro de jogos e atividades

¨Para comunicar o desejo de acabar com uma atividade

¨Mover-se em conjunto com os outros e / ou em resposta ao movimento de outros

¨Juntar-se às atividades lúdicas com brincadeiras

 Reprodução

¨Usar brinquedos na forma como eles foram destinados  e sua utilidade

¨Brinquedos para uso/ variedade de maneiras diferentes

¨Seguir rotinas dentro de jogos e atividades

¨Adicionar novas ideais em jogo inspirados em coisas que estão acontecendo na vida

Estratégias que ajudam as crianças com autismo aprender essas habilidades:

Criança vai se tornar mais conscientes dos outros, e o que os outros estão fazendo

¤Usando pequenas rotinas previsíveis, de modo a tornar-se mais previsível

¤Tornando-se a fonte de coisas que a criança gosta

¤Exagerar expressões faciais

¤Usando uma voz expressiva

¤Rotinas de Interrupção

¤Imitando a criança

¤Expectativa de espera por uma resposta depois de tentar interagir com a criança

¤Usando comunicação visual, em vez de verbal (fotos, manifestações, gestos)

¤Usando a música, incluindo uma voz mais melódica, sons engraçados e  experiências sonoro-sensorial

Espaço Penha - Pau de chuva

Espaço Penha – Pau de chuva

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Tornando-se interessado na interação social (brincalhão)

¤Ser brincalhão enquanto interativo

¤Falar menos e usando uma linguagem previsível

¤Demonstrando (não muitos passos) rotinas lúdicas simples

¤Estar atento e observando o que a criança gosta e uso dessas informações

¤Adicionando agradáveis ​​experiências sensoriais para jogar (ou seja, balançando, pulando, fazendo cócegas, brincar na água)

Deslocando a atenção rapidamente entre pessoas, atividades e brinquedos

¤Jogar jogos em que está olhando para alguém ou ouvindo  alguém que faz parte do jogo

¤Reduzir ou eliminar as distrações concorrentes (ou seja, desligar a televisão, remover os brinquedos que não estão sendo usados ​​no jogo, reduzir o número de pessoas no quarto)

¨Prestar atenção quando mudar rotinas

¤Fornecendo informações sobre quando vai mudar rotinas incluindo programações visuais, músicas de transição

¤Fazendo terminações claras para um jogo ou atividade e, em seguida, um início claro para a próxima atividade (por exemplo, dizendo “Acabou ______, Tempo para ______” com cada atividade tem um nome que é sempre o mesmo)

Prestar atenção quando o tema não é um tema preferido ou o jogo não é um jogo preferido

¤Comece a ensinar a criança a prestar atenção ao interagir usando temas preferenciais ou jogar um jogo preferido

¤Integrar novos tópicos ou jogos gradualmente, mas manter alguns aspectos ou elementos do tema ou jogo preferido (por exemplo, deixe a criança saber quanto tempo você vai falar sobre um tópico não preferencial ou jogar um jogo não preferencial)

Percebendo que um parceiro de jogo está olhando, fazendo, sentindo e tentando realizar

¤Jogar jogos onde percebendo é parte do jogo são necessários para cumprir as metas do jogo

¤Habilidades de linguagem pré-ensinamentos necessários para compreender o que os outros estão fazendo, sentindo, ou tentando realizar

Abordagens como DIR/Floortime, são ótimos exemplos e escolhas para ajudar seu filho no desenvolvimento de suas capacidades. E claro, puxando sardinha pro meu lado, a música também está englobada neste pacote.

 

Espero que tenham ajudado. até o próximo post.

Abraços,

Michele Senra

OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA PARA CRIANÇAS

Sons e ritmos têm, comprovadamente, o efeito de aumentar a concentração e a capacidade de planejamento das ações da criança. Veja como os estímulos musicais podem contribuir para o desenvolvimento mental dos pequenos

 

Texto: Cristina Almeida / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro

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Em entrevista, especialista fala sobre os benefícios da musicoterapia para os pequenos

Foto: Shutterstock

Todos somos seres musicais, capazes de identificar e codificar uma série de sons, timbres, contornos melódicos, harmonias e ritmos. Ouvir música é uma atividade que requer o bom funcionamento dos sistemas auditivo e nervoso, o que faz dessa experiência algo não só mecânico, mas também sensorial: a música nos emociona, acalma, estimula e ajuda a sincronizar o trabalho e as atividades de lazer.

Apesar da intensa relação existente entre os seres humanos e a música, somente a partir dos anos 1980, a Neurociência, ramo da medicina que estuda o comportamento, o processo de aprendizagem, a cognição e os mecanismos de regulação orgânica, passou a observar os vários tipos de reações causados por estímulos musicais.

Há 60 anos, porém, a música já era utilizada com fins terapêuticos, e hoje é vista com entusiasmo, em razão dos resultados obtidos no tratamento de diversas doenças neurológicas (acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer e outros tipos de demência, retardamento mental, perda da linguagem ou funções motoras, amnésia, autismo, doença de Parkinson, entre outras). Para muitos, a música é a única chave capaz de abrir portas para respostas positivas, após uma lesão cerebral.

Luisa Lopez, neuropsiquiatra infantil do Centro de Reabilitação Eugênio Litta de Roma e consultora científica da Fundação Mariani, entidade que financia e promove pesquisas sobre Neurociência e música na Itália, diz que a música realmente pode favorecer o desenvolvimento cerebral, mas adverte que os pais devem aprender a ser críticos diante da ansiedade de fazer das crianças gênios mirins.

Segundo a especialista, é preciso evitar equívocos como o chamado “efeito Mozart”, febre que levou pais de todo o mundo a impor aos filhos horas seguidas de audição de uma determinada sonata do músico austríaco, com o único objetivo de torná-los mais inteligentes. Luisa concedeu essa entrevista exclusiva à VivaSaúde de Roma, na Itália, onde reside.

Qual é o efeito da música sobre o feto? Luisa: Verifica-se o aumento do batimento cardíaco e ritmo da respiração, propiciando um estado de maior atenção. Na mãe, além das respostas do sistema nervoso autônomo (responsável pelo controle da respiração, temperatura e circulação do sangue), podem ser identificados sinais de bem-estar.

Quais são os principais benefícios para a saúde das crianças?Luisa: A música pode trazer benefícios em vários níveis. Por exemplo, treinando o ouvido, é possível desenvolver a capacidade de perceber corretamente os sons e timbres desde muito cedo na infância. Além disso, podem-se melhorar algumas capacidades do tipológico, viso-espacial e lingüístico. Um estudo realizado no Canadá demonstrou o aumento do QI imediatamente após um período de treinamento musical, já que as crianças apresentavam melhor desempenho em uma série de itens contidos no teste para avaliação das habilidades visuais, espaciais e matemáticas. Todavia, o próprio autor daquele estudo decidiu aprofundar essas conclusões e hoje sustenta que o que realmente melhora nas crianças é a capacidade de concentração e de planejamento das próprias ações. Essas são funções relacionadas aos lobos frontais que nos permitem planejar, coordenar e executar uma série de ações complexas, necessárias à plena eficiência. Crianças com déficit de atenção são carentes dessas funções e, assim, o treinamento musical para elas pode trazer resultados positivos.

 

Que tipo de música é indicado para os pequenos? Luisa: Cada pessoa tem suas preferências e, portanto, possui uma identidade musical. Por isso, é difícil indicar qual tipo de música pode agradar ou não a uma criança. Lembro apenas que os pequenos aprendem e compreendem a música partindo da repetição das seqüências musicais, sob conceitos muito precoces de consonância e dissonância, e não apreciam a intensidade elevada. Os pais devem definir um momento para ouvir música, evitando o uso abusivo de “fundos musicais” que coloca a música em segundo plano e atrapalha o processo de formação do gosto musical.

Existe algum instrumento musical mais adequado para a infância? Luisa: Sim. O instrumento ideal para o ensino da música é a voz.

A musicoterapia é indicada para crianças? Luisa: A finalidade da musicoterapia é estabelecer uma interação, relação ou reabilitação por meio do uso de um instrumento sonoro. A técnica não está ligada à aquisição de competências musicais, porque seu objetivo é promover a interação. Quando isso ocorre, há uma troca entre as pessoas: existe uma expectativa, é preciso ter atenção a tudo o que o outro diz e faz, as pessoas devem adaptar as próprias ações ao que está ocorrendo no contexto, além de respeitar as regras de comportamento grupal. Todos esses elementos podem ser trabalhados em uma sessão de musicoterapia. Assim, ela é indicada nas situações em que essas habilidades estejam comprometidas: nos casos de autismo, retardo mental, distúrbios de comportamento, depressão, demência, entre outros.

Em que idade é aconselhável iniciar a terapia? Luisa: Como a musicoterapia deve acontecer num contexto multidisciplinar, cada caso deve ser avaliado pela equipe que cuida do paciente. Contudo, a capacidade de percepção e compreensão da música é muito precoce na criança (3 – 4 meses). O estudo tradicional de um instrumento é difícil e não deve jamais ser uma imposição. Por outro lado, é importante que a criança viva em um ambiente estimulante e variado do ponto de vista musical.

A musicoterapia deve ser guiada por um especialista ou os pais podem ajudar no processo decura em casa? Luisa: A musicoterapia deve ser guiada. Na Itália, existem escolas de formação onde os profissionais são preparados na teoria e na prática. Faz parte do curso um estágio supervisionado junto às estruturas de reabilitação. O curso segue critérios da confederação de classe e os alunos recebem certificado de especialistas. Se os pais desejam colaborar, devem seguir as orientações dos profissionais.

Quais sons seriam ideais para as crianças? Luisa: Eu sugiro que as mães cantem para seus filhos as canções que fazem parte da cultura popular. Em todas as culturas existem canções de ninar com características rítmicas e tons que, para as crianças, são muito calmantes e agradáveis. Parece que elas acham muito mais interessante escutar a mãe (ou a voz de uma mulher que não seja sua mãe) cantando do que a sua fala. Então, não me agrada a idéia de uma “trilha sonora”, contínua e passiva. Sugiro uma música doce que a mãe cantarola para seu filho. Por outro lado, a música ocidental, com características harmônicas e tonais, muito regulares, pode ser agradável e favorece a atividade cerebral. Ressalto apenas que é preciso evitar equívocos como o ocorrido nos anos 1990, quando aconteceu a explosão do “efeito Mozart”: as pessoas falavam que escutar uma sonata de Mozart teria o poder de potencializar a inteligência. Esse estudo fez com que muitas mães impusessem a seus filhos somente aquela sonata do compositor austríaco. A coisa foi tão clamorosa que o governo de um Estado americano adotou a idéia como política social e passou a distribuir cds para todas as grávidas do local! Ora, sabemos que esse efeito não existe. O que existe é apenas o aumento da capacidade de atenção, se comparada com crianças que permaneceram no silêncio.

No último mês de junho, especialistas de todo o mundo se reuniram em Montreal para um congresso sobre musicoterapia. Quais são as novidades sobre o tema? Luisa: A maior novidade é o uso disseminado da música nos casos de reabilitação: seu aprendizado favorece a retomada da atividade motora, mesmo para as ações da vida cotidiana. Destacaria o uso da Melodic Intonation Therapy (Terapia de Entonação Melódica), que usa o canto como forma de estimular o lado direito do cérebro, que, conforme estudos realizados pela Faculdade de Medicina de Harvard e pela Universidade de Música e Drama de Hannover, comprovadamente garante a progressiva melhora da capacidade de falar, além de ter colocado o piano no patamar de grande estrela das terapias de reabilitação, cujo estudo potencializa a coordenação motora de pacientes vitimados por AVC.

Revista VivaSaúde – Edição 65

Fonte:

http://revistavivasaude.uol.com.br/familia/os-beneficios-da-musica-para-criancas/2480/