Porquê trabalhar na regulação/modulação sensorial na musicoterapia?

Desde que iniciei meu trabalho musical com pessoas com autismo, percebi o quanto é importante conhecer sobre integração sensorial para se trabalhar na musicoterapia e educação musical. É uma pena que as grades curriculares ainda não estão atualizadas, isso facilitaria a vida dos futuros profissionais, seja em consultório ou em uma escola.

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Listarei abaixo esta justificativa:

A aprendizagem dos elementos musicais que constituem o que chamamos de ritmo está diretamente relacionada com as sensações físicas de equilíbrio, peso e movimento corporal. Portanto, as competências com a pulsação/tempo, a divisão da pulsação (binária/ternária), a memória rítmica e a polirritmia (vários ritmos em simultâneo), deverão ser aprendidas justamente a partir das sensações físicas que o nosso corpo já conhece.

As atividades a usar para desenvolver este tipo de competências deverão envolver muito mais do que “palminhas”! A diversidade das atividades relacionadas ao ritmo deverá incluir jogos de movimento corporal e deslocação espacial que envolvam o corpo todo e não apenas os membros superiores.

A estimulação vestibular aumenta a produção  da fala  por causa da relação estreita com o sistema auditivo. Por esta razão, estimular o sistema vestibular pode ser uma boa estratégia quando se quer promover a produção da fala em uma criança.

No caso do trabalho com crianças devemos levar em conta a menor dimensão dos membros, a localização mais baixa do centro de gravidade e a maior velocidade do batimento cardíaco. Portanto os cuidados a ter deverão envolver:

  1. escolher frases com um tamanho e uma regularidade adequadas
  2. Escolher um tempo adequado ao ritmo interno e as características físicas da criança (usualmente mais rápido do que os do adulto)
  3. escolher padrões rítmicos que as crianças possam repetir (levando em conta as características físicas da criança)
  4. escolher movimentos “naturais” para a criança.

Posted on Dezembro 6, 2015, in Integração sensorial, Música e integração sensorial, Meus artigos, musicoterapia and tagged , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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