Curso para estimulação com música

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Curso em Agosto!

Olá pessoal, atendendo a pedidos, no dia 19 de agosto de 2017, realizarei um curso sobre Música para desenvolver linguagem, cognitivo e relacionamentos afetivos.

O Curso tem como público-alvo: professores, educadores musicais, musicoterapeutas, pais e outras áreas de interesse.

Sobre o curso:

A proposta do curso é oferecer um suporte teórico e prático aos participantes, seguindo a filosofia do modelo DIR/Floortime para aplicação em atividades musicais. O objetivo é potencializar as capacidades intelectuais, linguagem e de relacionamentos de crianças que estão com atraso no desenvolvimento (TEA, Down, entre outros).

Palestrante:

Mt. Michele Senra – Musicoterapeuta e especialista em Educação Musical, Mestranda em Música pela UFRJ. Terapeuta DIR/Floortime. Idealizadora dos projetos Concerto azul e Musicautista.

Investimento:

R$ 200,00

TURMAS LIMITADAS! SOMENTE 10 VAGAS!

Incrições:

pelo whatsapp (21) 98635-8116

Local: Av. Meriti, 2487 sala 202 – Largo do Bicão (Vila da Penha) RJ/RJ

Próximo Concerto Azul tem data marcada

Devido ao sucesso do Concerto Azul, o Norteshopping e Teatro Miguel Falabella pediram BIS. Então no dia 24 de abril de 2017 às 19h faremos uma reapresentação especial. Anote aí na sua agenda:

Data: 24 de abril de 2017

Horário: 19h

Ingresso: R$ 10,00

Comprar ingressos: http://www.musicacomestilo.com.br

Local: Teatro Miguel Falabella – Norteshopping

Participe! Você vai se encantar e ainda contribuir para a manutenção do projeto CORA, onde parte das vendas será destinada à instituição. As crianças precisam do cora e o cora precisa de vocês!

Neurodiversidade e Etnomusicologia do Autismo

No último dia 02 de abril realizei o Concerto azul, uma apresentação musical com meus pacientes que estão no Transtorno do espectro Autista. Respeitando seus limites e valorizando as potencialidades, fazem parte do olhar para a Neurodiversidade.

Cada música foi pensada neles e para eles. O mais importante não é a performance musical nos padrões e moldes acadêmicos, mas uma performance de auto expressão. Devemos ir além de ensinar música e sim participarmos da vida social e compreendermos o modo como esses indivíduos percebem a música e se expressão através dela, e garantir direito de igualdade e justiça social.

Devemos fazer música para fazer a diferença, e devemos fazê-lo com tanta paixão, comprometimento e convicção.

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Segundo Bakan (2014) compreender o autismo pela ótica da etnomusicologia pode esclarecer e fundamentar a expansão das potencialidades da pessoa com autismo. Uma vez que, este tipo de atitude promove respeito e amplia o relacionamento, estabelecendo uma conexão significativa. 

“Sugiro que fazer música e performance musical dentro de um contexto etnomusicologia aplicada pode ajudar a subverter, radicalizar e desmascarar uma série de mitos destrutivos e suposições sobre as pessoas autistas e experiência autista que têm metástase nos anais da investigação publicações médico-científicas sobre o autismo e expandiu-se a partir daí durante  sete décadas desde que o termo autismo foi introduzido pela primeira vez no formulário publicado no início dos anos 1940 por Leo Kanner (1943).” (BAKAN, 2014)

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Desenvolvimento da Apresentação do Concerto Azul

Para começar, o repertório foi pensado neles. Por exemplo:

  • Canção Bolinha de sabão do Palavra cantada

Todo o repertório foi trabalhado junto com os pais, pois sim, eles são parte fundamental neste processo. O recurso da percussão corporal foi utilizado neste recriação. Detalhe os movimentos desta percussão foram inspirados nas estereotipias de duas crianças que atendo.

Muitas pessoas com autismo apresentam comportamentos ritualísticos e estereotipias motoras e vocais. Greenspan e Wieder (2006) explicam que se a criança apresenta uma tendência ritualística fazendo sempre determinado som, podemos usar e abusar da criatividade criando uma canção com aquele som, ao invés de ignorá-lo. Berger (2002) acredita que a repetição rítmica conduz o cérebro ao sistema de atenção. A autora explica este fenômeno através de uma analogia aos soldados que marcham por longas distâncias repetindo frases rítmicas. O cérebro pode suportar esta repetição durante o tempo necessário para obter a mensagem.

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Benenzon (1985, p.146) também concorda que é possível aproveitar os próprios recursos de comunicação que a criança apresenta para criar um canal de comunicação com o mesmo, ou seja, imitação das expressões vocais da criança. Ele diz que o trabalho com objetos intermediários e a busca de sons que impactem o ego autista, é a chave para conexão. O autor explica que o uso de instrumental auxiliar é necessário para auxiliar a terapia musical, por exemplo: bolas, aros e cordas para que conduzam ao movimento e jogos musicais. Esses objetos podem ser infinitos para que sejam alcançados os objetivos esperados. Outra questão citada pelo autor é a respeito da percurssão corporal:

Suas mãos, golpeadas uma contra a outra ou sobre os joelhos; seus dedos: os movimentos de seu corpo inteiro, a marcha, o balanceio de um pé pelo outro e, a partir daí, passa-se de forma natural, ao som do bater palmas, das mãos golpeando o chão ou sobre a mesa. (…) O musicoterapeuta não deve temer que o aluno-paciente golpeie a si mesmo, ou que se machuque golpeando sobre um objeto qualquer. Muito pelo contrário, este é um meio de descarga de auto-agressividade e, além disso, permite organizar o movimento mostrando a possibilidade de golpear suavemente e não de maneira furiosa e automática. (BENENZON, 1985, p. 125 e 126)

 

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  • Canção Lava Uma Mão de Arnaldo Antunes

Esta canção foi escolhida pelo Rômulo, 17 anos. Ele queria tocá-la no violão. Ele só sabe um único acorde o A (lá maior). Mas, foi um momento de imensa felicidade para ele. Além disso, a maioria das crianças adoram esta música.

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Durante os ensaios, o pensamento concreto é tão interessante, rsrs. Quando disse que o evento se chamaria Concerto azul, ele comentou que o show precisava de um CONSERTO porque precisava melhorar. Se fizermos uma metáfora, pensemos que consertamos a forma de apresentar adaptadas as necessidades deles e respeitando seu modo de expressão.

  • Canção O Grilinho de Kitty Driemeyer

Brinco que meus pequeninos são grilinhos que saltam sem parar. Nesta canção utilizamos alguns recursos visuais e sonoros. O parachute, promovendo também movimento, interação…

Crianças não verbais realizando os efeitos sonoros na canção (pau de chuva e tambor trovador).

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Inicialmente, eu iria solar a canção, mas Breno, quando viu um microfone de bobeira, cantou junto comigo. O que não é planejado, e sim espontâneo tem como resultado uma rica experiência. Além disso, começou a falar com público mostrando-se um excelente comunicador. Orgulho de mãe.

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  • Brilha, brilha estrelinha nos sinos musicais.

Momento brilho de fato! Foi lindo! O trabalho com os sinos é interessante porque não exige tanto esforço motor, auxilia na concentração, planejamento motor, sequenciamento, entre outras habilidades.

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Contei com o auxílio das minhas super amigas terapeutas nesta tarefa:

Liliam Ameal (Musicoterapeuta e Educadora Musical)

Elaine Oliveira (fisioterapeuta)

Adriana Fernandes (Fonoaudióloga super fofa, linduda)

  • Amigos são, solo de Breno Willians, Violão com o Musicoterapeuta Bruno Reis.

Breno escolheu esta canção que tem um significado emocional muito importante pra ele: amizade. Arrasou, uhu! Filho de peixe, peixinho é. Tenho meu direito de babar pela cria, rsrsrs

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  • Em meu coração você vai sempre estar

Deixei para falar por último da primeira canção. Todos se emocionaram neste primeiro momento. A canção, desenvolvida para o filme  Tarzan, foi solada por mim e pelo cantor gospel Thiago Henrique. Não preciso descrever a emoção, as fotos falam por si.

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Música, arte e informação

Enquanto os pais assistiam as palestras, as crianças participaram de oficinas de arte.

Na mesa redonda, contamos com a participação :

  • Adriana Fernandes (Fonoaudiologa)
  • Drª Thelma Alvares (Musicoterapeuta e professora da UFRJ. Minha Orientadora querida)
  • Rosangela Koppe ( Psicóloga)
  • Drº Rafael Engel (neuropediatra)
  • André (advogado)
  • Zilmar Saraiva (assistente social)

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A oficina de artes comandada pela pedagoga Michele Morgane:

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Sobre o curso – imagens de dois dias especiais

OBS: próxima oficina 28/11/2015

No último final de semana, realizei um curso sobre musicalização para autistas, para profissionais e estudantes que trabalham com a música com crianças autistas.

Foram dois dias muito intensos. Falei sobre minhas experiências e sobre o modelo que utilizo como ferramenta do meu trabalho.

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Brincadeiras com o parachute “musical”.

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Brincadeiras com o túnel de lycra

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O Polvo de lycra.

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Entre outras igualmente divertidas e que tem por objetivo criar recursos terapêuticos para abertura dos canais de comunicação, engajamento, interação, acomodação sensorial com os elementos sensoriais, etc.

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Para complementar nossa prática, tivemos uma oficina com o musicoterapeuta Di Lutgardes sobre percussão.

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Curso Música e Autismo

 

Últimas vagas! Não perca essa chance.

 

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Programação:

Dia 29/08

09:00 – Credenciamento

09:30 – autismo, definições e concepções

Aplicação do modelo de avaliação Cars.

Exposição de vídeos

10:30 – coffee breack

11:00 – os aspectos sensoriais no autismo

Exposição de vídeos

12:00 às 13:30 – intervalo para o almoço

13:30 – elementos musicais para as acomodações sensorais

Estudo de caso, exposição de vídeos

15:00 – intervalo

15:30 – inicio da oficina de percussão com Di Lugardes

17:00 – encerramento

 

Dia 30/08

09:00 – Introdução ao modelo DIR/Floortime

Atividades musicais e do modelo para os níveis de desenvolvimento

Exposição de videos

10:30 – Coffee Breack

11:00 – Outros modelos desenvolvimentistas e seus respectivos jogos: RDI Intervention e play Project (exposição de vídeos)

12:00 à 13:00 – intervalo para o almoço

13:00 – Jogos musicais e brincadeiras de base sensorial

14:00 – encerramento e entrega de certificado.

Curso sobre autismo para educadores musicais e musicoterapeutas

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Atendendo à pedidos, em agosto estarei ministrando um curso sobre musicalização para autistas com meu amigo Di Lugardes. Não deixem de fazer inscrição. Vagas limitadas!